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Da Página do MST 



Segundo relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), número de conflitos no campo aumentou 4% em 2018. Já o número de pessoas envolvidas o aumento foi de 35,6%, para 960.630. O total de mulheres envolvidas em casos de violência chegou a 482, maior número em 10 anos. 


Entra para essa triste estatística o Sem Terra Luís Ferreira da Costa, 72, morto em um atropelamento após Leo Luis Ribeiro avançar na contramão em alta velocidade contra cerca de 500 Sem Terra do acampamento Marielle Vive, em Valinhos, interior de São Paulo. 


Embora em 2018 o número de assassinatos tenha caído - a CPT argumenta que em anos eleitorais o número de mortes tende a diminuir -, 2019 começou com o retorno do aumento dos assassinatos”, informou a entidade. Somente nos quatro primeiros meses do ano foram registradas 10 mortes violentas. 


Discurso de ódio, flexibilização do porte de armas, incentivo à intolerância, descaso com direito humanos, cortes nas políticas públicas de combate à violência. 


Para Kelli Mafort da direção nacional do MST, "o aumento nos números de 2019 só mostram a cara da violência, incentivada por um governo fascista e autoritário que se vale da impunidade como forma de continuar perseguindo, torturando e assassinando que luta por uma sociedade mais digna", afirma. 

 

Na mesma linha, Pastorais Sociais do Campo, já alertaram para as contribuições do governo Bolsonaro no aumento da violência no campo. 


"O ano de 2019, início do governo Bolsonaro, como já se temia, começou sob o signo da tragédia (...) As decisões já tomadas e os discursos do presidente e dos que assumiram ministérios e altos cargos no Executivo, como também as primeiras decisões do Congresso Nacional, ainda mais conservador, ameaçam tempos ainda mais sombrios para comunidades rurais, tradicionais, quilombolas, migrantes internos e indígenas", diz o trecho da nota publicada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) e Comissão Pastoral da Terra (CPT)

 

Ainda segundo as pastorais, "a gravidade do momento requer de todas e todos nós, cidadãos e cidadãs, povos, comunidades, movimentos e organizações da cidade e do campo, igrejas e demais entidades civis, clareza, criatividade e unidade, para compreender e combater com destemor a aliança nefasta formada entre uma casta política nacional colonizada e militarizada, e os interesses do capital financeiro-agrário-minerário global". 

 

Enquanto isso, Para Bolsonaro “violência, se for o caso, se combate com violência”, respondeu o parlamentar ao ser questionado se achava construtivo adotar um discurso violento.