Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas
Devastação ambiental promovida pelo agronegócio, como o desmatamento da Amazonia, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Caatinga, além das tentativas de flexibilização da legislação ambiental.
Em entrevista, Luiz Zarref, da Via Campesina, aponta para a única possibilidade para salvar o Código: Os compromissos que a Dilma assumiu nas eleições e com a Rio+20.
Leia entrevista de Márcio Astrini, do Greenpeace.
Leia entrevista com Jefferson Lobato, analista do Ibama, graduado em Biologia pela Universidade Federal do Pará e em Agronomia pela Universidade Federal Rural da Amazônia.
Aos 89 anos, o pai do ambientalismo brasileiro defende que a reforma da lei seja feita com respaldo científico e subsídios.
O defensor público Wagner Giron avalia que as mudanças afetarão todo o conjunto da sociedade, principalmente nas questões da falta de água e aumento das enchentes provocadas pelas chuvas.
"O Código estimula que as áreas de preservação sejam áreas de uso limitado". Frei Sérgio Görgen, integrante da Via Campesina.
Os assentamentos criados na Amazônia não representam uma reforma agrária, afirma o integrante da direção nacional do MST, João Pedro Stedile. "Os governos, seja estadual ou federal, estão aplicando a fórmula tão simples quanto medíocre de apenas distribuir terras públicas em projetos de colonização. Não há uma política efetiva nem planejamento", afirma.
Poucos dias após a divulgação de lista com os maiores desmatadores da Amazônia, feita pelo Ministério do Meio Ambiente e que causou polêmica por apontar assentamentos de reforma agrária do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) entre os maiores devastadores, o Correio da Cidadania conversou com o geógrafo e professor aposentado da USP Ariovaldo Umbelino.
O governo de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul, é marcado pela forte criminalização dos movimentos sociais, sendo que o principal alvo é o MST. No último período, foram cometidos atos de violência pela Brigada Militar do estado em diversas atividades de trabalhadores, como professores.
A Ditadura Militar de 1964 nos tirou coisas que ainda hoje têm conseqüências fortes no imaginário brasileiro. Uma delas é a confiança nos militares das Forças Armadas do País. Grande parte das monografias apresentadas pelos representantes das três forças apresentam indícios de uma possível investida internacional sobre a Amazônia. No entanto, essas afirmações não são levadas em conta pelos governantes.
