Efeitos nocivos, prejuízos aos povos, avanço das empresas, agrocombustíveis, desvios dos ruralistas, aumento da concentração e desnacionalização de terras.
O Incra acaba de revelar que, entre 1998 e 2008, o número de imóveis rurais de propriedade de empresas, tanto nacionais como estrangeiras, passou de 67 mil para 131 mil. Nesse período, o total de terras controlado por empresas passou de 80 milhões para 177 milhões de hectares. Esse volume de terras é espantoso. Está em curso uma contra Reforma Agrária no Brasil, praticada pelo capital, que concentra cada vez mais as nossas terras.
Boa parte desses registros teria sido patrocinada por empresas estrangeiras, via criação de companhia nacionais abertas em nome de terceiros, para "legalizar" sua atuação no Brasil.
A concentração da terra nas mãos de poucos e a dos meios de comunicação configuram uma anomalia da nossa democracia.
Cartórios de imóveis seguirão orientação do CNJ e passarão um pente-fino em documentos para identificar as propriedades que estão nas mãos de forasteiros
Pesquisa feita em dois dos principais municípios produtores de grãos de Mato Grosso encontrou resíduos de defensivos agrícolas no sangue e na urina de moradores.
Dominada por grandes empresas produtoras de frutas, a Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte (CE), sofre com a contaminação das águas e a asfixia dos pequenos produtores. Parte da região do Baixo Jaguaribe, a chapada virou objeto de desejo de empresas fruticultoras de médio e grande porte.
Uma parte da História não é contada nos livros escolares, como das fábricas de agrotóxicos. As corporações responsáveis estão tranquilas, enquanto suas poções para o cultivo de alimentos são irrespiráveis.
As terras compradas antes desse período por empresas brasileiras controladas por capital externo não estão sujeitas às novas regras.
Portaria assinada pelo presidente Lula, publicada no Diário Oficial, aceita parecer da Advocacia Geral da União, estabelecendo critérios para venda de terras brasileiras a empresas estrangeiras. Questões fundamentais ainda não estão claras. Precisamos de um rigor maior, em defesa dos interesses nacionais. O Parlamento e a sociedade brasileira devem se envolver nessa discussão, para que o país encontre caminhos e crie instrumentos para um controle maior.
Nos últimos cinco anos, a participação dos defensivos genéricos no Brasil passou de praticamente zero para 48,5% da receita total do mercado brasileiro.
