“De um discurso sustentável, vemos agora uma posição bastante conservadora, buscando agradar multinacionais de sementes e interesses comerciais”, critica o agrônomo Fábio Soglio.
Há muito ainda a ser investigado, que começa agora a ser explorado em detalhe. Os próprios pesquisadores da Embrapa que fizeram o feijão transgênico assumem as incertezas.
Os dados puderam ser divulgados depois que um decisão judicial obrigou a Monsanto revelar sua própria análise dos grãos que manteve em sigilo impedindo que a informação fosse pública.
Pela primeira vez foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde. Os resultados são alarmantes.
Para o advogado popular da Terra de Direitos, Fernando Prioste, na realidade “a disputa não é pela aprovação ou não do Libert Link, a disputa feita gira em torno dos critérios que a CTNBio deve utilizar para avaliar os riscos".
Ratos alimentados com o milho transgênico da Monsanto NK603, tolerante ao herbicida glifosato, bem como ratos expostos em sua dieta ao próprio glifosato, apresentam maior propensão ao desenvolvimento de tumores.
Monsanto não consegue chegar a acordo com agricultores.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou recurso especial da Monsanto Technology LLC, que pretendia ampliar a vigência da patente de soja transgênica.
A edição de fevereiro da revista Nature Biotechnology traz um artigo que coloca em xeque a alegação de que as lavouras transgênicas seriam mais produtivas: a produtividade dos milhos transgênicos foi, na média, menor que a dos híbridos convencionais:
Os transgênicos representarão 54,8% do cultivo no Brasil. Estudos apontam sua relação com o câncer.
