Após quase oito anos parada no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda Constitucional 438/2001 pode ser votada nesta terça-feira (22) na Câmara dos Deputados.
"A punição é muito modesta na lei brasileira. A expropriação seria um sinal muito claro para outros países de que manter escravos hoje, no mundo moderno, é um crime contra a humanidade".
Atriz e diretora do Movimento Humanos Direitos está à frente de uma campanha que pretende recolher 100 mil assinaturas, como forma de pressionar os parlamentares a aprovarem a PEC do Trabalho Escravo.
Para João Paulo Rodrigues, do MST, a bancada do agronegócio fará de tudo para que a PEC não seja votada "porque os deputados não querem se constranger, nem votando contra nem a favor".
O cenário de devastação não parece compatível com um país que vai sediar, daqui a um mês, a conferência da ONU Rio+20.
Ruralistas fizeram forte oposição ao novo instrumento de combate ao trabalho escravo proposto e conseguiram esvaziar a votação. Presidente da Câmara adia votação para dia 22 de maio.
Os artistas Letícia Sabatella e Osmar Prado junto com movimentos sociais entregaram nesta terça o abaixo-assinado com quase 60 mil assinaturas a favor da PEC do Trabalho Escravo .
Em entrevista, o jurista Pedro Abramovay discute o processo pelo qual passa o trabalho escravo no Brasil e as perspectivas sobre a PEC do Trabalho Escravo, que deve ser votada nesta terça.
Assine o abaixo-assinado e ajude a divulgar a campanha e convite amigos a participar. A meta é atingir 100 mil assinaturas até 8 de maio, quando será votada a PEC do Trabalho Escravo.
A fazenda do deputado estadual Camilo Figueiredo, filho do ex-prefeito de Codó (MA), Biné Figueiredo, foi flagrada com sete pessoas trabalhando em condições análogas à escravidão.
