O veto é a expectativa que um grupo de especialistas apresentou na mesa-redonda Biodiversidade e Floresta: Código Florestal, realizado em Salvador.
A Frente Parlamentar da Agropecuária levantou o tom. Só há uma saída: recorrer à sociedade e mobilizar as forças políticas e sociais que defendem um verdadeiro Código Florestal.
O governo estuda um plano B à votação do Código Florestal na Câmara: manter a lei como está e não prorrogar o decreto que suspende as multas aos desmatadores.
O presidente da Câmara, Marco Maia disse que o interesse na votação do novo código é mais do Congresso do que do governo, que é contra uma série de dispositivos do texto.
Só há um caminho para a sociedade: exigir da presidenta Dilma o veto de toda e qualquer anistia e fragilização das APPs e RLs, concentradas no capítulo das Disposições Transitórias.
A presidenta Dilma Rousseff mandou uma carta a Marina Silva, no 2º turno das eleições presidenciais de 2010, assumindo o compromisso de impedir a aprovação de leis que criem condições para a ampliação do desmatamento.
Camponesas em luta enviam cartas a Dilma de todo o Brasil.
Organizações ambientalistas e movimentos camponeses, organizados pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, fazem um protesto pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra a alteração do Código Florestal.
A decisão foi tomada durante reunião dos líderes da base aliada. Segundo o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), a votação foi adiada para que o relator, Paulo Piau (PMDB-MG), conclua seu parecer.
