Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas
O MST promove em Mato Grosso protestos em três regiões do estado para cobrar o assentamento imediato de 2 mil famílias. Em Tocantins, 200 famílias do MST e MAB ocuparam a fazenda Santa Rita.
Ministério Público suspeita de grilagem de terras federais, mas governador Silval Barbosa (PMDB) nega e diz ter desfeito o negócio.
Os manifestantes fazem protesto e distribuem material na entrada de seminário internacional contra o projeto de Novo Código Florestal, em Cuiabá.
Até esta quinta-feira, os camponeses e camponesas ainda mantêm a ocupação e acampamentos em frente às sedes do Incra, que não têm data para terminar.
A fazenda já tem um laudo de vistoria feito pelo Incra, dizendo que é improdutiva. Porém, o proprietário briga na justiça para invalidar o laudo.
Em artigo, Ana Valéria Araújo, coordenadora do Fundo Brasil de Direitos Humanos e membro do Conselho do Instituto Socioambiental, alerta sobre a cobiça nas terras da região amazônica.
"3% dos estabelecimentos, acima de 2.500 hectares, detém 61% das terras. Os outros 68%, até 100 hectares, ficam com só 5% das terras".
As áreas haviam sido autuadas pelo Ibama anteriormente e estavam sendo usadas para a criação de gado.
“A produção não sai mais cara, dá para plantar orgânicos com o mesmo custo, e vendemos pelo preço de verdura convencional.”
Cerca de 20% do território de Mato Grosso está nas mãos de estrangeiros, que corresponde a nada menos que 180,581 mil km² dos 903,357 mil km² da área total do território.
