Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas
Novo sistema modifica a norma atual e permite a definição de prazos diferenciados para o acompanhamento de produtos liberados comercialmente pela comissão.
Na época, a proposta de derrubar o monitoramento gerou repercussão negativa e não passou. A poeira baixou e finalmente ontem foi feita a vontade do interesse defendido por Walter Colli no final de seu mandato como presidente da CTNBio.
Pesquisadores dizem que avaliação foi insuficiente para liberação.
Pedido de liberação do feijão transgênico foi retirado de pauta e deve agora ser votado em meados de setembro. Integrantes da CTNBio pediram vista do processo.
Nessa quarta-feira é o prazo final para a CTNBio editar norma que garanta o direito à informação ao inteiro teor dos processos que avaliam a biossegurança de eventos transgênicos.
A empresa Bayer informou que solicitou à CTNbio a retirada temporária do processo de liberação do arroz Liberty Link. A retirada do pedido impõe uma derrota à gigante biotecnológica.
Há denúncias de práticas de cooptação, corrupção, contaminação de culturas locais, desonestidade intelectual em pesquisas e testes de OGMs.
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) levou apenas quatro meses para liberar a levedura transgênica que permite a produção de diesel usando a cana-de-açúcar.
Nos próximos dias ou semanas, o Brasil pode vir a contar com dois tristes marcos: o de ser o primeiro país do mundo a aprovar o plantio comercial do arroz LL/62, da Bayer, e o de deixar de exigir monitoramento dos efeitos dos transgênicos sobre o meio ambiente e a saúde da população.
O sociólogo Cristóvão Feil debate a proposta da CTNBio de acabar com o monitoramento dos riscos dos transgênicos. Ganham as empresas do setor e os ruralistas e perde a população.
