[Skip Header and Navigation] [Jump to Main Content]
Início

  • Início
  • O MST
    • Quem Somos
    • Nossas bandeiras
    • Organização
    • Linhas políticas
    • Notas oficiais
    • Lutadores do povo
    • Poemas e Poesias
    • Jornal Sem Terra
    • Revista Sem Terra
  • Nossa Produção
  • Biblioteca
    • Agricultura camponesa
    • Agronegócio
    • Direitos Humanos
    • Educação, Cultura e Comunicação
    • Lutas e mobilizações
    • Internacional
    • Meio Ambiente
    • Projeto Popular
    • Reforma Agrária
    • Transgênicos
  • Vídeos
  • Especiais
  • Mural
  • Eu apoio o MST
  • Loja da Reforma Agrária
  • Indicamos
  • Fale Conosco
  • Assine o Jornal Sem Terra
  • Expediente
  • RSS
  • Facebook
  • Twitter
Início » Revista Sem Terra » Os desafios de Lugo no Paraguai

O lucro do Capital com a fome

O problema dos preços altos dos alimentos, que hoje preocupa os chamados países ricos, é muito grave. O presidente do Banco Mundial, Roberto Zoelick, preocupado, alerta que essa disparada dos preços pode causar fome desnutrição para dois bilhões de pessoas. A FAO, órgão das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, diz que a gravidade da situação põe em risco a segurança alimentar do planeta.

Ainda de acordo com essas autoridades, o principal responsável por essa situação é o biocombustível. O próprio Banco Mundial divulgou um estudo onde diz que 65% do aumento dos
preços dos alimentos se devem aos biocombustíveis. O Fundo Monetário Internacional (FMI) foi na mesma direção.

A situação é grave. É grave de porque dois bilhões de pessoas estão condenadas passar fome por causa das políticas econômicas ditadas por essas mesmas instituições internacionais. Há mais de uma década, 850 milhões de pessoas passam fome em nosso planeta. Qual foi a política desses senhores para erradicá-la, sendo que a produção de alimentos é suficiente para atender a toda a população do planeta? O Banco Mundial, em vez de incentivar os governos a implementar programas de Reforma Agrária, preocupou-se em desestabilizar os movimentos populares do campo, com seu Programa de Reforma Agrária de Mercado. Em nenhum momento houve a intenção de dar condições aos camponeses sem-terra para que tivessem o acesso à terra , e muito menos de combater a concentração fundiária. Além disso, a Organização Mundial do Comércio (OMC) tem sido o principal instrumento para impor a política das transnacionais aos países pobres, aumentando a fome e a pobreza nessas regiões.

Há anos a Via Campesina defende o conceito de soberania alimentar, em que cada povo tem o direito e as condições de produzir seu próprio alimento, rompendo com o domínio da empresas transnacionais que se preocupam apenas em atender as demandas do mercado internacional para obter seus fantásticos lucros. Quando é que as reivindicações da Via Campesina foram ouvidas por essas instituições e pelas autoridades dos países ricos?

Essas instituições serviram de ponta-de-lança para introduzir as políticas neoliberais no campo. Políticas que priorizaram apenas produtos de agroexportação: soja, cana-de-açúcar e eucaliptos para celulose. Para isso, incentivaram o plantio de monocultura em grandes extensões de terras e influíram para que as transnacionais tivessem facilidades, legais e financeiras, para aumentar seus domínios sobre a agricultura.

Essa mesma política, o neoliberalismo, relegou a agricultura camponesa — responsável pela produção de alimentos — para um segundo plano. Preços dos produtos alimentícios cada vez mais de baixos, créditos e financiamentos mais escassos, inexistência de seguro agrícola e de benefícios sociais e o sucateamento da assistência técnica pública para o campo, serviu de receita eficiente para arruinar a agricultura camponesa.

Certamente, o nosso país é o que melhor reúne condições para enfrentar as questões centrais da agricultura. O próprio ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que no Brasil há
90 milhões de hectares para serem incorporados à agricultura. É terra suficiente para assentar todas as famílias de sem-terra do nosso país. E, sem querer, o ministro ridicularizou uma
outra teoria: a de que não há mais terras em nosso país para a Reforma Agrária.

Resolver o problema da fome em nosso planeta deveria ser a prioridade de todo e qualquer governante. Há condições objetivas para esse problema ser solucionado num curto espaço de tempo. Mas para isso, é preciso coragem e decisão política para enfrentar o poderio das empresas transnacionais e o monopólio da distribuição dos produtos agrícolas; é preciso de uma política econômica e social que priorize a agricultura camponesa, incentivando e dando condições para que as famílias permaneçam no campo; e é preciso democratizar o acesso à terra por meio de programas radicais de Reforma Agrária.

Saídas para o problema há. Mas, é necessário enfrentar os interesses do que estão lucrando com a existência da fome e com o atual modelo agrícola em nosso país e no planeta.

‹ EXPEDIENTE acima Prezado (a) companheiro (a), ›
  • Editorial
  • Versão para impressão

Bookmark and Share

Amigos do MST

                      

Parceiros

[Jump to Top] [Jump to Main Content]