Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas
Da Pàgina do MST
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Assista vídeo sobre a permacultura no MST. Leandro Fagundes, do setor de produção do MST, conta a partir da experiência no Assentamento Conquista da Fronteira, em Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.
Abaixo, leia o depoimento de Leandro Fagundes, do setor de produção do MST.
A permacultura é uma forma de pensar o espaço. De forma planejada, organizar o espaço para que as pessoas consigam conviver dentro de uma certa sustentabilidade. Digo certa porque nem tudo é sustentável. Esse design é por meio de um arranjo de construções e infra-estrutura necessárias para comportar assentamentos. Isso seria a permacultura.
A bio-construção é uma técnica incorporada à permacultura, a fim de construir as suas edificações. Ou seja, de fazer a infra-estrutura básica para suportar esse assentamento. O trabalho, geralmente, nós dos movimentos sociais praticamos por meio de mutirão, tentando juntar o pessoal, os agricultores assentados ou acampados para tentar construir os mutirões para fazer as edificações.
Tem várias formas para fazer e várias experiências. No Espírito Santos, o sistema de construção das fossas sépticas foi em mutirão. É uma tecnologia que foi aplicada foi em mutirão. Essa construção ao nosso fundo foi feita em sistema de mutirão. Desde o preparo dos materiais para construir, até a execução deles, é feita nesse sistema.
A permacultura é uma forma de planejar os assentamentos, porque até então nos tínhamos um sistema de divisão da área de forma muito irracional apenas pegando o perímetro da área e dividindo ela em quadrados. Nos comumente chamávamos de “quadrados burros”. Não tinha uma racionalidade que levasse em conta a topografia do terreno, o tipo de vegetação, se tem água ou não tem, se venta ou não venta.
Acredito que para o futuro a forma de pensar da permacultura é bem adequada pra gente construir e planejar os assentamentos da Reforma Agrária. E a bio-construção entraria como uma forma de auxiliar o processo construtivo, seja dos nossos galpões, das estrabarias, chiqueiros de porcos, enfim, a infra-estrutura necessária para as nossas famílias assentadas.

Olá!!
Excelente iniciativa dentro do movimento!!!
Aqui em Viçosa- MG temos algumas experiêcias em Permacultura e esperamos poder compartilhar também dentro dos acampamentos e assentamentos da região.
Vale ressaltar a importância do planejamento inicial, vendo as grandes possibilidades que o próprio ambiente nos apresenta. Bioconstrução, Agrofloresta, Energias renováveis, enfim muitas possibilidades para uma evolução mais sustantável!!
Esperamos que essas iniciativas cresçam cada vez mais!!!
Grande abraço,
Daniel Mujalli