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Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

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Luta de Che Guevara ainda é atual, diz Emir Sader

Esquerdista, Sader tem uma visão bem diferente da de Alvaro Vargas Llosa, que em entrevista ao G1 disse que Che "incorporou o pior na tradição da violência política na América Latina e acabou contribuindo para o subdesenvolvimento do continente".

"Che teve um papel, e continua tendo, em que expressa a rebeldia, a vontade revolucionária diante da exploração, das injustiças, da opressão e da alienação", afirma Sader, que ressalta a impressionante difusão da imagem do líder guerrilheiro no mundo, mesmo sem ter nenhum tipo de promoção, nem de Hollywood, nem de qualquer companhia privada. " Nenhum produto comercial está associado mundialmente a Che, só sua imagem e que está associada a ele."
Em entrevista ao portal, Sader respondeu que, se Che estivesse vivo, ele estaria "em algum lugar da América Latina, da África ou da Ásia, no sul do mundo, lutando pela emancipação dos povos."

Doutor em ciência política pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Sader é autor de "Cartas a Che Guevara - O mundo trinta anos depois" (editora Paz e Terra), lançado há dez anos -e já esteve em Cuba algumas vezes.

Quando questionado sobre os últimos dias de Fidel na Bolívia, onde foi assassinado, Sader disse que "toda a ação do Che [neste país] foi programada e coordenada com Fidel Castro. O resto é exploração sem fundamento", escreveu, descartando a hipótese de Fidel ter sonegado ajuda ao companheiro da Revolução Cubana.

Futuro

Mas de onde vem essa capacidade de Che de continuar renascendo após décadas de sua morte? "É que as mesmas condições de opressão, de injustiça e de exploração continuam existindo nos dias de hoje", responde Sader.

Para o intelectual o estágio atual do capitalismo e da globalização não matou qualquer possibilidade de existirem outros Ches. Para ele, ainda é possível surgir muitas pessoas idealistas como Che.

"A globalização neoliberal colocou a luta no plano mundial e o Che foi um dos que projetou a luta revolucionária a nível mundial, muito tempo antes. Evo Morales [presidente da Bolívia], Hugo Chávez (presidente da Venezuela] e Rafael Correa [presidente do Equador], entre outros, são descendentes de Che", escreveu Emir Sader.

do Portal Vermellho

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