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BALANÇO: DEVER CUMPRIDO E COMPROMISSO COM AS LUTAS

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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

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Odebrecht compra usina de cana e cria gigante do etanol

18 de fevereiro de 2010

A ETH Bioenergia, empresa transnacional do grupo Odebrecht, anuncia hoje a compra da Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco).

A operação criará uma das maiores produtoras de etanol do mundo, com capacidade inicial de três bilhões de litros/ano e geração de 2.500 gigawatts-hora (GWh) de energia a partir da queima do bagaço de cana.

A transnacional Brenco, que tem como dois de seus sócios, o ex-presidente do Banco Mundial (Bird) James Wolfensohn, o BNDESpar (setor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES) e o ex-presidente da Petrobras Henri Philippe Reichstul, é uma das empresas que figuram na “lista suja” do trabalho escravo elaborada pelo Ministério do Trabalho.

Com a operação, o setor sucroalcooleiro caminha a passos largos para as mãos de um grande oligopólio. Isso porque no início deste ano, também as transnacionais Cosan e Shell fecharam um acordo voltado para produção de etanol. Estima-se que no prazo de cinco a dez anos o número de produtores no Brasil caia de 300 para 15 ou 20 no máximo.

De 60% a 70% da companhia devem ficar com a Odebrecht. No ano passado, a Brenco previa a inauguração de dez usinas até 2015, com investimentos superiores a R$ 5 bilhões. Deste montante, R$ 1 bilhão saiu dos cofres do BNDES. Instaladas na região Centro-Oeste do país, teriam como objetivo principal produzir etanol para exportação. Até agora, R$ 700 milhões foram gastos, porém nenhuma instalação ainda começou a operar.

Financiando o trabalho escravo

A injeção de capital feita pelo banco público ocorreu meses após fiscais do trabalho terem encontrado trabalhadores em situação degradante em Goiás e Mato Grosso. Durante a ação, realizada no início de 2008, foram registrados 107 autos de infração por violações à legislação, segundo o governo federal, como alojamento precário, falta de equipamentos de proteção e transporte irregular.

(Com informações do jornal O Globo)

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