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Ato em São Paulo denuncia ofensiva contra Reforma Agrária

21 de dezembro de 2009

No último sábado (19/12), trabalhadores e trabalhadoras rurais do campo e da cidade e apoiadores da Reforma Agrária realizaram um ato contra a criminalização dos movimentos sociais. A atividade aconteceu em São Bernardo do Campo (SP) e integrou o 25º Encontro Estadual “Carlos Marighella”, do MST-SP.

A noite, repleta de poesias, músicas e intervenções político-culturais, contou com a participação de cerca de 350 pessoas. A abertura foi feita pelo grupo “Canto Libre”, composto por pessoas que lutaram contra a ditadura chilena e foram forçadas a se refugiar no Brasil. Na sequência, realizou-se o lançamento do livro “Sonho com a vida”, editado pela Expressão Popular, de autoria do Sem Terra Luiz Beltrame, que nesse ano completou 101 anos de luta.

No ato, estiveram presentes diversas entidades e organizações, dentre as quais: PCB, Consulta Popular, CUT, Movimento de Defesa dos Direitos Humanos, Intersindical, CPT, PSOL, Servidores Públicos de São Bernardo do Campo, Conselho Regional do Serviço Social de SP, Sinpro ABC, Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista, Sindicato dos Petroleiros, Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia, Projeto Meninos e Meninas de Rua, entre outros.

O ato, que aconteceu no teatro Cacilda Becker, foi uma denúncia à ofensiva cada vez maior da burguesia brasileira, que em uma clara tentativa de criminalização dos movimentos sociais se utiliza de instrumentos como o aumento do uso das forças policiais, a manipulação da realidade pela grande mídia e, atualmente, a instauração de uma CPMI contra o MST. Segundo Delwek Matheus, da coordenação do MST-SP, “essa ofensiva tenta encurralar o Movimento para que seja combatido e isolado, é um mecanismo de controle no combate aos trabalhadores. É somente com a unidade dos movimentos e organizações da classe trabalhadora que poderemos combater a criminalização e seguir na luta”.

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