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BALANÇO: DEVER CUMPRIDO E COMPROMISSO COM AS LUTAS

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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

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Conferência de Copenhagen: Via Campesina se une às mobilizações

24 de novembro de 2009

Da Minga Informativa

Camponeses e camponesas de todo o mundo se reunirão em Copenhagen, em dezembro, para defender sua proposta para solucionar a crise das mudanças climáticas. A agricultura camponesa sustentável e a produção local de alimentos estão, de fato, esfriando a terra. A agricultura camponesa permite o seqüestro do carvão do solo e requer menos maquinaria movida por combustíveis fósseis e insumos químicos. Dado o enorme impacto da agricultura industrial sobre as emissões de gases de efeito estufa, a conversão das monoculturas industriais para uma agricultura em pequena escala, sustentável, e o desenvolvimento de mercados locais permitiriam uma redução em massa desses gases.

Em combinação com um programa sério para reduzir o consumo, um plano como esse tornaria completamente irrelevante qualquer tipo de discussão sobre o comércio do carvão e mecanismos de comercialização mantidos atualmente na UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas).

Nós achamos que estes temas precisam ser discutidos em Copenhagen Acreditamos que a voz de milhares de pessoas de todo o mundo há de ser escutada. O crescimento de um movimento democrático global pela justiça climática envolvendo muitos movimentos sociais que se estão preparando para a COP 15 demonstra a importância desta luta.

As vozes do povo podem entoar muitas diferentes melodias, podem sussurrar ou gritar, cantar ou tocar música, elas falam e debatem. A história dos movimentos sociais nos mostra como os protestos podem também adquirir formas muito diversas. Para a Via Campesina, a desobediência civil foi sempre parte da estratégia, junto de debates, conscientização política e promoção de outras alternativas reais em nosso campo, em apoio à soberania alimentar. Quando centenas de camponeses e camponesas ocupam terras monopolizadas por uma companhia transnacional, quando milhares deles se reúnem em frente à sede da OMC exigindo o fim da liberalização dos mercados agrícolas, estamos apenas exigindo nosso direito de viver, de existir. Nosso direito de alimentar o mundo e de nos alimentar. Nosso direito de ser respeitados e de sair da pobreza na qual estamos imersos.

A Via Campesina apóia e participa de ações não violentas de desobediência civil quando estas estão justificadas politicamente com o objetivo de desenvolver, assim, uma sociedade com mais justiça e dignidade. Nós rejeitamos inequivocamente a violência como meio de atuação, da mesma forma que rejeitamos a violência das políticas que são discutidas a portas fechadas. No meio rural, elas levam a despejos de terra, resistência camponesa, repressão e devastação do meio ambiente.

Condenamos energicamente todas as leis repressivas que estão sendo aprovadas na Dinamarca para amordaçar os dissidentes. No decorrer da UNFCCC, chamamos à mobilização e à unidade todas as frentes sociais, com toda sua enorme e rica diversidade. Nós achamos que uma democracia sólida só pode se fortalecer permitindo aos povos do mundo que defendam e implementem a justiça climática, a justiça alimentar e a justiça social.

Via Campesina

Jacarta, 6 de novembro de 2009

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  • Soberania Alimentar
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