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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

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ENFF homenageia Carlos Marighella

17 de novembro de 2009

A Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) prestaram uma homenagem ao militante Carlos Marighella no último sábado (14/11).

Carlos Marighella nasceu na Bahia em 1911. Aos 18 anos, tornou-se militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), e passou a dedicar a vida à causa dos trabalhadores, da independência nacional e do socialismo. Durante a ditadura militar, rompe com o PCB e, junto com vários outros companheiros e companheiras, funda a Ação Libertadora Nacional (ALN). Com o propósito de fazer a resistência armada contra o regime ditatorial, as ações da ALN levam o regime a eleger Marighella como o “inimigo número um” da ditadura. É assassinado cruelmente numa emboscada armada pela ditadura em 4 de novembro de 1969, em São Paulo.

A atividade contou com a presença de sua companheira, Clara Charf, e de antigos integrantes da ALN, como Aton Fon, Manuel Cirillo e Maurício Politizze. Num discurso emocionado, Clara destacou características e valores pessoais de Marighella, como a humildade, o apego ao estudo, sua coerência e cuidado com os companheiros e companheiras de luta e, principalmente, sua luta contra o machismo. Clara destacou que Marighella falava de feminismo quando poucos o faziam, e que somente anos depois ela foi compreender a importância disto para a luta social do país.

Na ocasião, também foi lançado o livro “Carlos, a face oculta de Marighella” do historiador Edson Teixeira da Silva Jr., publicado pela Editora Expressão Popular. Como parte das homenagens, Clara Charf inaugurou um mosaico, construído pelo artista Javier Guerreiro, que na ENFF irá sempre trazer presente o legado de luta e o exemplo de Marighella para os militantes dos movimentos sociais que ali estudam.

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