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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

Início » Especiais e Campanhas » 5° Congresso Nacional do MST

4º Congresso (2000) – Reforma Agrária: por um Brasil sem latifúndio

Na eleição 1994, a elite brasileira consolidou, em torno da candidatura de FHC, uma unidade política que não havia tido em 1989, na vitória de Collor, eliminando o risco de uma candidatura de esquerda vencer o processo eleitoral.

No primeiro mandato (1995-1998), o governo tucano promoveu privatizações, desnacionalizações e sucateamento da estrutura do Estado, sem precedentes na história do nosso país. A riqueza do povo brasileiro, construída nas cinco décadas de industrialização, foi transferida ao capital privado e internacional. O povo ainda aguarda que os responsáveis por essa gigantesca depredação do patrimônio público sejam punidos.

A repressão à greve dos petroleiros, em 1995, mostrou que a adoção das políticas neoliberais exigia um governo forte, intransigente e repressivo. Esse perfil do governo federal liberou as forças conservadoras dos Estados para aumentar a repressão contra a classe trabalhadora, resultando em dois massacres de camponeses: Corumbiara/ RO (1995) e Eldorado dos Carajás/PA (1996).

Para exigir a punição dos responsáveis pelos massacres dos camponeses – impunes até hoje –, os trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra promoveram, em 1997, uma das maiores marchas nacionais da história do país. A luta pela Reforma Agrária não poderia mais ser escondida ou ignorada, nem pelo governo e nem pela mídia burguesa.

Desafios que se apresentaram à nossa luta, nesse contexto histórico, nos empurraram para:
1º o enfrentamento com o modelo neoliberal – que começou a ser implementado no campo, com a criminalização das organizações dos trabalhadores;
2º o fortalecimento e ampliação da nossa política relações internacionais – priorizando os trabalhos de formação e organização da Coordenação Latino Americana das Organizações Camponesas (CLOC), criada em 1992, e da Via Campesina;
3º as articulações, os esforços organizativos e a elaboração teórica, junto com outras forças sociais, em torno de um projeto popular de desenvolvimento para o país – nesse aspecto, cabe ressaltar a participação do MST na construção do Movimento Consulta Popular, desde 1997;
4º o enfrentamento com o projeto das elites para a agricultura.
A palavra de ordem escolhida para o período foi “Reforma Agrária: por um Brasil sem latifúndio”.

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