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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

Início » Especiais e Campanhas » Jornada Nacional de Lutas dos Sem Terrinha

Sem Terrinha protestam contra fechamento das Escolas Itinerantes no RS

Cerca de 400 crianças assentadas de todo o Rio Grande do Sul protestam nesta terça-feira (13/10) contra o fechamento das escolas nos acampamentos Sem Terra, as chamadas Escolas Itinerantes. As crianças se concentram à partir das 9h30 em frente ao Mercado Público, em Porto Alegre (RS). Às 10h, os Sem Terrinha saem em caminhada em direção à Praça da Matriz onde, à tarde, terão aulas. Entre os convidados que ministrarão as aulas está a professora Anita Freire, viúva do educador Paulo Freire. O protesto encerra com um ato público.

No interior, também ocorrem manifestações. Em São Gabriel, na Fronteira Oeste, crianças assentadas e acampadas irão realizar manifesto em frente ao Ministério Público Estadual (MPE).

O manifesto no Rio Grande do Sul integra a Jornada Nacional de Luta dos Sem Terrinha, que ocorre durante a semana em todo o país. Neste ano, os protestos que acontecem em todos os estados que o MST está organizado irão pautar o fechamento das escolas itinerantes no RS.

REIVINDICAÇÕES

Os Sem Terrinha exigem que o governo estadual refaça o convênio ou que encontre outra forma de manter as escolas itinerantes nos acampamentos Sem Terra. No início do ano, governo estadual e o Ministério Público Estadual (MPE) assinaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que decidiram fechar, sem consultar os pais, as Escolas Itinerantes. Desde então, o governo estadual não cumpriu com o que foi firmado no TAC, que é garantir transporte público às crianças nos municípios em que há acampamentos. É o que ocorre hoje em São Gabriel, em que 400 crianças assentadas e acampadas estão sem estudar desde o início do ano.

O MST defende o direito de estudar das crianças do campo e as escolas itinerantes, que existem há 12 anos no Rio Grande do Sul e serviram de exemplo a outros estados. A escola itinerante é legal e cumpre normas do Conselho Estadual de Educação (Ceed), da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e da legislação das escolas no campo.

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