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Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

Início » Especiais e Campanhas » Jornada de Luta pela Reforma Agrária

Sem Terra ocupam três áreas em São Paulo

Os trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra ocuparam três áreas no estado de São Paulo, nesta sexta-feira, dia 20, para pedir o assentamento das 3.000 famílias acampadas.

Em Promissão, as 300 famílias que ocupavam a fazenda Volta Grande, em Getulina, deixaram a área e acamparam na fazenda Jucama, no mesmo município. Os Sem Terra permanecem na sede local do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Na região de Andradina, 70 famílias ocuparam a fazenda Lagoão, no município de Itapura. As famílias acamparam na área pela primeira vez em maio de 2001. Em novembro de 2004, saiu a imissão de posse da fazenda, confirmando sua desapropriação.

Logo depois, a área teve sua imissão revogada e os Sem Terra foram despejados. Desde 2004 as famílias estavam acampadas em frente à fazenda.

Em Iaras, 120 famílias ocuparam parte da fazenda Capivara, de 8 mil hectares. Pertencente à União, parte da área tem sido explorada irregularmente por grileiros que cultivam cana e eucalipto.

Seu processo de arrecadação para fins de Reforma Agrária tramita desde 1998. Os Sem
Terra reivindicam sua desapropriação.

No Vale do Paraíba acontece uma marcha contra a expansão do cultivo de eucalipto. Participam da mobilização movimentos sociais e entidades, além do MST.

Os trabalhadores e trabalhadoras saem às 14 horas da Câmara Municipal de São Luís do Paraitinga e caminham até o Fórum, onde entregam documento pedindo o fim da exploração do eucalipto, que traz consequências ambientais e sociais nefastas para a região.

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