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Grito dos Excluídos debate valor da vida e corrupção no Rio Grande do Sul

7 de setembro de 2009

Da Agência Chasque

Centenas de pessoas participaram na sexta-feira (4/9), em Porto Alegre (RS), do 15º Grito dos Excluídos. O tradicional protesto, organizado por sindicatos, pastorais e movimentos sociais acontece anualmente em todo o país como crítica aos festejos do feriado de Sete de Setembro, Independência do Brasil.

Nesta edição, o Grito teve como tema a valorização da vida e a importância da população se organizar a fim de exigir os seus direitos. Aqui no Estado, o protesto também abordou o tema da corrupção, referindo-se às denúncias contra o governo de Yeda Crusius. É o que explica a integrante da Pastoral Operária, Clarice Dal Medico.

"Focalizamos muito na questão da corrupção. Porque não tem como a gente falar em resgate da vida em um estado em que a corrupção está tomando conta dos espaços que deveria promover a vida. Não queremos dizer que é um Estado corrupto, mas é um governo corrupto que hoje comanda o RS e com isso tira todos os direitos das pessoas, como educação, saúde, vida digna, trabalho, aquilo que é de responsabilidade do estado", diz.

Os manifestantes partiram em caminhada do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, até a Esquina Democrática, no Centro da Capital. Durante o trajeto, fizeram paradas no Palácio da Justiça, lembrando os 15 dias do assassinato do sem terra Elton Brum da Silva, e na agência central do Banrisul, em que protestaram contra o vice-presidente Rubens Bordini, denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa relacionado ao esquema de corrupção no Detran.

A última parada foi feita na prefeitura municipal, em que criticaram as políticas sociais, entre elas a de habitação. Ezequiel Morais, coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), mostra preocupação com a especulação imobiliária, que deve ser estimulada com o fato de Porto Alegre estar entre as sedes da Copa do Mundo no Brasil.

“Nós estamos sendo iludidos com a Copa do Mundo aqui em Porto Alegre. A cidade hoje vive isso, todo esse processo de degradação pela questão das corporações que estão vindo para a cidade e querem mudar o perfil da cidade, tirar a preocupação social do governo e fazer crescer a hegemonia da especulação imobiliária”, afirma.

Na esquina democrática, durante o encerramento, alguns manifestantes queimaram um boneco de pano e palha que representava a governadora Yeda Crusius.

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