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BALANÇO: DEVER CUMPRIDO E COMPROMISSO COM AS LUTAS

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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

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Trabalhadores protestam no Ministério de Minas e Energia

17 de agosto de 2009

Cerca de 600 militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do MST e de outros movimentos que integram a Via Campesina fazem uma mobilização a partir das 14h desta segunda-feira (17/08), em frente ao Ministério de Minas e Energia, em Brasília. O objetivo é denunciar os problemas sociais e ambientais causados pela construção de barragens no país.

Segundo dados de 2002 da Comissão Mundial de Barragens (órgão ligado à ONU), 1 milhão de pessoas foram expulsas de suas terras para dar lugar ao lago das barragens no Brasil. Destas, 70% não receberam indenização ou reassentamento.

“As barragens são verdadeiras fábricas de sem-terras. Tem mais pessoas sendo expulsas da terra do que sendo assentadas. Nós queremos que o governo tome as providências necessárias para que isso não continue acontecendo”, denunciou Gilberto Cervinski, da coordenação nacional do MAB.

Os movimentos também pretendem denunciar o funcionamento do atual modelo energético. Hoje, o Brasil paga umas das tarifas mais caras do mundo, mesmo tendo sua matriz energética baseada na hidroeletricidade, uma das fontes de produção mais baratas. “Do modo que o sistema energético está organizado hoje, quem se beneficiam são as grandes empresas multinacionais, que lucram com a venda da energia”, argumentou Cervinski.

A atividade faz parte do Acampamento Nacional Pela Reforma Agrária, que acontece desde o dia 10 de agosto nos arredores do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Na manhã desta segunda-feira, os 3 mil
integrantes do Acampamento participaram de um debate sobre o petróleo. Na avaliação das trabalhadoras e trabalhadores rurais Sem Terra, a descoberta da camada do pré-sal é uma oportunidade de melhoria de vida do povo brasileiro, se sua renda for revertida em investimentos sociais.

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