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Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

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MST libera 25 praças de pedágio no Paraná

Para exigir o assentamento das 8.000 famílias acampadas no Paraná, denunciar os malefícios do agronegócio à agricultura familiar e o meio ambiente, e protestar contra as privatizações das rodovias federais e estaduais o MST, liberou na manhã dessa terça-feira, dia 17, 25 das 27 praças de pedágios Paraná. Cerca de 3.000 mil trabalhadores Sem Terra participam da mobilização que está permitindo a passagem dos motoristas, sem cobrança nas BRs: 277, 369, 376, 476.

Durante a atividade os trabalhadores estão distribuindo jornal sobre as manifestações. A previsão é que as cancelas, das 25 praças continuem liberadas até amanhã.

Os pedágios são hoje, um dos principais entraves para a pequena agricultura, uma vez que, encarecem em muito a distribuição dos produtos agrícolas, prejudicando os produtores no campo e os consumidores nas cidades.

Segundo pesquisa do Fórum Social Popular Contra o Pedágio no Paraná, 93% dos paranaenses são contra a cobrança de pedágio. Paulo dos Santos, usuário das rodovias, reclama que as empresas estão tendo lucro com um serviço público, sem proporcionar melhorias aos usuários e às rodovias. "Além do valor da tarifa custar quase o mesmo preço do combustível, os pedágios também congestionam o trânsito em dias de feriado", afirma.

No entanto, pagar pedágio não um problema exclusivo de quem trafega nas rodovias. O coordenador do Fórum, Acir Mezzadri, esclarece que, mesmo o cidadão brasileiro que não transita por qualquer rodovia, paga pelos pedágios, quando consome qualquer produto.

Isso afeta diretamente o crescimento econômico do Paraná, pois todas as mercadorias já vêm com o valor do pedágio embutido. A conta é paga por todos: consumidores, agricultores, usuários e caminhoneiros. Ao todo, 72% de toda a riqueza brasileira é transportada pela malha rodoviária.

Além dos usuários e consumidores, os pequenos agricultores também são diretamente afetados, pois as altas tarifas elevam os custos para escoar a produção agrícola. Dados do governo do Estado mostram que, todos os anos, somente a agricultura deixa mais de R$ 100 milhões nas praças de pedágios do Estado.

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