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BALANÇO: DEVER CUMPRIDO E COMPROMISSO COM AS LUTAS

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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

Início » Especiais e Campanhas » Jornada Nacional Unificada de Lutas

Ações em Santa Catarina

MST e sindicatos ocupam terreno em Florianópolis

12 de agosto de 2009

O MST participa de ocupação de área de 200 hectares em Florianópolis, no bairro de Canavieiras, na manhã desta quarta-feira (12/8), para denunciar que o governo do Estado cedeu esse terreno há 30 dias para dois grupos empresariais do ramo de hotelaria, enquanto descumpre os compromissos de garantia de moradia, saneamento básico e fornecimento de energia à população da periferia da cidade.

Mais de 400 pessoas participam do ato, organizado pelos Sem Terra em conjunto com os sindicatos de bancários, servidores públicos, servidores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), trabalhadores na área de pesquisa e estatística, estudantes e o Movimento Passe Livre.

"Queremos denunciar que, enquanto grande parte da população mora em situação muito ruim e não tem os direitos respeitados, o governador Luiz Henrique cede a grandes grupos empresarias do ramo hoteleiro uma grande área para exploração privada", afirma o integrante da coordenação estadual do MST, Altair Lavratti.

A ocupação denuncia também que para a construção dos hotéis será desmatada uma área de mata nativa.

Jornada de Lutas tem início em SC com mobilizações na Celesc e no centro de Florianópolis

12 de agosto de 2009

Movimentos sociais do campo e da cidade, junto com sindicatos, mobilizaram mais de 450 militantes nesta segunda-feira (10/8), em frente à sede da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). A atividade deu a largada para a Jornada Nacional Unificada de Lutas em Santa Catarina. A mobilização segue até a sexta-feira, com atos em órgãos públicos e manifestações, que buscam debater com a população a origem da crise econômica atual – ocasionada pela especulação e por um modelo econômico perverso – e suas consequências para os trabalhadores do campo e da cidade.

Na Celesc, o grupo manifestou apoio à manutenção dcomo uma empresa pública, diante das ameaças de privatização da empresa – parte do capital já está nas mãos da iniciativa privada, contudo, o Governo do Estado continua sendo o acionista majoritário. A contrariedade em relação às privatizações também refere-se às transferências de serviços públicos a organizações sociais (OS), como ocorreu com parte dos serviços do Hemosc e do Cepon. Ambos reduziram o atendimento pelo SUS depois de parte de suas atribuições serem entregues a uma OS.

Na noite de segunda-feira, o grupo participou de um debate na UFSC, sobre a produção de petróleo no Brasil e a necessidade de controle público sobre as reservas, para garantir o interesse da população em relação ao tema.

Na manhã de terça-feira (11/8), o grupo realizou atos em frente à Delegacia do Ministério da Fazenda em Florianópolis, e à tarde, no Incra. A pauta da mobilização é a reforma agrária e o respeito ao meio ambiente. O objetivo foi sensibilizar a população, trabalhadores e trabalhadoras sobre a necessidade de políticas públicas efetivas voltadas aos assentamentos e à agricultura familiar e camponesa. “Nós não podemos continuar reféns de um modelo que não produz alimentos e concentra a terra nas mãos alguns poucos grandes proprietários. E ainda, isso precisa levar em conta a necessidade de um modelo que agrida menos o meio ambiente, e que preserve a terra, não apenas sugando o que ela tem”, disse Vilson Santin, ex-deputado estadual e um dos coordenadores estaduais do MST.

A pauta da Jornada de Lutas em Santa Catarina é centrada em quatro eixos. O primeiro é a a implantação da defensoria pública – SC é o único estado que não possui uma defensoria pública implantada. O serviço é fundamental para garantir acesso à justiça. O segundo eixo é a contrariedade em relação à privatização da Celesc e outras privatizações; o terceiro é reforma agrária e respeito ao meio ambiente; e a garantia de aprovação do piso salarial regional – aprovado nesta terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, mas que tem a dura oposição dos empresários ligados à Federação das Indústrias de SC (FIESC).

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