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Início » Especiais e Campanhas » Jornada Nacional Unificada de Lutas

Ações em Alagoas

Via Campesina bloqueia rodovias em Alagoas

14 de agosto de 2009

Cerca de 350 trabalhadores do campo bloquearam nesta manhça o cruzamento das rodovias AL-145 e BR-423, o conhecido trevo Maria Bode, entre as cidades de Delmiro Gouveia, Paulo Afonso e Água Branca. A ação faz parte da Jornada Nacional Unificada de Lutas, convocada por todas as centrais sindicais do país e movimentos populares do campo e da cidade para questionar o modelo de desenvolvimento imposto para Brasil.

O projeto de sociedade que está sendo implementado pelos donos do poder econômico, midiático e político-eleitoral tem como central políticas econômicas conservadoras, que garantem a lucratividade dos grandes enquanto reduz os direitos dos pequenos. Dentre as políticas, os grandes projetos de empreiteiras como a Transposição do Rio São Francisco ou o Canal do Sertão representam o que há de mais agressivo vindo dos planos capitalistas, pois se apresentam como obras faraônicas que vieram resolver os problemas da população, quando na prática vão consolidar o poder econômico de elites fundiárias locais.

A convivência com o semi-árido pode ocorrer quando o poder público se responsabiliza pela aplicação de políticas simples e de já comprovada eficácia, como recuperação das matas ciliares dos rios e lagos, destinação de recursos para a preservação das sementes e da biodiversidade da caatinga (recaatingamento), pequenas adutoras para abastecimento das populações urbanas, entre outras iniciativas já utilizadas pelas populações locais.

Os trabalhadores da Via Campesina estão agora em passeata em direção ao Centro de Delmiro Gouveia para dialogar com a população sobre os prejuízos do Canal do Sertão. Lá, outras categorias de trabalhadores da cidade se unirão à manifestação.

Do Litoral ao Sertão, o povo vai às ruas em Alagoas

14 de agosto de 2009

Diversas organizações da Classe Trabalhadora organizaram uma reação em massa às demissões, arrochos salariais e possíveis perdas de direitos de qualquer categoria trabalhista, durante o período de crise nas finanças e na produção. É a Jornada Nacional Unificada de Lutas, da qual faz parte uma programação de passeatas, panfletagens, palestras e outras ações de luta que acontecem durante esta sexta-feira (14/08), convocadas por todas as centrais sindicais do Estado (CUT, Conlutas, CTB), por movimentos populares de educação e cultura e pela Via Campesina, organização dos movimentos sociais do campo.

A pauta dos trabalhadores unificados tem dez pontos de convergência entre as organizações que lutam, hoje no país. Desde o impedimento de futuras demissões até redução da jornada de trabalho sem redução de salários, como medida de criação de postos de trabalho. Também compondo a pauta unificada, a Reforma Agrária é apontada como um modo de superação da Crise econômica, já que garante distribuição de terra e renda, gera empregos e garante a soberania alimentar no campo e na cidade.

No Alto Sertão, haverá uma passeata, em que trabalhadores da Via Campesina (Movimento dos Pequenos Agricultores, Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, entre outros) marcharão pelas ruas de Delmiro Golveia contra as obras do Canal do Sertão que, segundo as organizações, é uma falsa resolução do problema da água no semi-árido. A programação deve iniciar às 9h no trevo Maria Bode, entre as cidades de Água Branca e Delmiro.

Em Maceió, as primeiras movimentações começam a partir das 6h30 da manhã, em frente à Braskem, com a participação dos operários da empresa, principal colaboradora na poluição do ar na região da Orla Lagunar. Em seguida, às 7h30, haverá uma concentração em frente ao Tribunal Regional Eleitoral.

Para contribuir para a formação crítica dos próprios trabalhadores, a Assembléia Popular convidou o professor Golbery Lessa para um bate-papo sobre os efeitos da Crise economica mundial sobre a classe trabalhadora. A conversa acontece às 9h da manhã, no auditório do Sindprev, na rua Dr. Mizael Domingues, Centro, em frente à unidade de saúde PAM Salgadinho.

Sem Terra seguem mobilizados em Alagoas

13 de agosto de 2009

Depois da audiência em Brasília com um grupo interministerial para tratar da pauta da Reforma Agrária, o MST intensificou as ações de luta por todo o país. Decepcionados com a falta de compromisso do governo com a agenda agrária, os agricultores ocuparam nesta manhã a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a delegacia regional do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) em Maceió e o Fórum de Justiça de Atalaia.

“Eles receberam a pauta como se fosse algo novo, quando a mesma pauta já havia gerado um compromisso por parte do Governo, há anos atrás”, reclamou Marina dos Santos, membro da Direção Nacional do MST que participou do início das negociações. O movimento social está em luta em todo o país exigindo o assentamento de 90 mil famílias acampadas em assentamentos do MST, até o fim do ano, a liberação do orçamento previsto para a Reforma Agrária e a alteração imediata dos índices de produtividade, que determinam se uma terra é improdutiva e passível de desapropriação.

Em Atalaia, são 150 agricultores ocupando o Fórum de Justiça, denunciando o papel conservador que este poder cumpre na manutenção do latifúndio e do poder dos coronéis. “É uma instituição que está intimamente ligada à manutenção do poder das elites locais, que são os mesmos proprietários de grandes extensões de terra”, argumenta Débora Nunes da Direção Nacional do MST. Em Maceió, a pressão ocorre em dois pontos centrais no desenvolvimento da Reforma Agrária, o ministério e o instituto nacional responsáveis pela política.

Desde o início da semana, ações semelhantes ocorrem por todo o país numa jornada de lutas que pretende acelerar a política agrária. Em Murici, foram ocupadas duas áreas arrendadas à usina Santa Clotilde, Aruá e Ceridó, onde foram libertados em 2008, 401 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Amanhã às 8h da manhã, a Via Campesina, articulação que aglomera diversos movimentos sociais do campo, está organizando uma passeata na cidade de Delmiro Golveia para denunciar as obras do Canal do Sertão.

MST bloqueiam entrada do Ministério da Fazenda em Maceió

11 de agosto de 2009

Cerca de 200 trabalhadores rurais ligados ao MST estão neste momento bloqueando a entrada da delegacia do Ministério da Fazenda em Maceió, na praça D. Pedro II. Eles reivindicam a recomposição do orçamento destinado à Reforma Agrária para 2009, contingenciado em 40%. A ação faz parte da Jornada nacional de Lutas por Reforma Agrária e os manifestantes devem permanecer até o final do expediente.

Desde o início da crise econômica, o Governo reduziu o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em 40% e os recursos para desapropriação e assistência técnica das famílias assentadas foram reduzidos em 41%. O Ministério do Planejamento contingenciou do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) R$ 800 milhões, sobrando para a implementação da política agrária apenas 400 milhões.

O movimento social chama a atenção da população e das autoridades para a urgência em assentar até o fim do ano mais 90 mil famílias, algo que só será possível com a liberação do orçamento completo. A expectativa do movimento é que apenas 17 mil famílias sejam assentadas, caso o orçamento continue reduzido.

MST ocupa fazenda irregular no Leste de Alagoas

11 de agosto de 2009

O MST ocupou por volta das 23h da noite de ontem (10/8) duas fazendas a 3,5 km de Murici (na rodovia que leva até Capela). As áreas Ceridó e Aruás pertencem à Usina São Simeão e estão arrendadas à Usina Santa Clotilde, do grupo Oiticica, em cujas áreas foram libertados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no início do ano passado, 401 trabalhadores em condições análogas à escravidão.

A ocupação faz parte das ações da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, que cobra do Governo Federal, medidas que dêem condições para o cumprimento das metas de assentamento, como o restabelecimento do orçamento para a Reforma Agrária, contingenciado em 40% pelo Ministério do Planejamento. Cerca de sessenta famílias estão mobilizadas no novo acampamento em Murici exigindo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a vistoria e posterior desapropriação das terras.

Segundo os ocupantes, os proprietários das fazendas Ceridó e Aruás têm dívidas com o INSS que ultrapassam os valores da própria terra. “É somente uma questão de um órgão (INSS) transferir as terras para outro (Incra) para que as famílias possam ser efetivadas nesse local”, defende o Coordenador do MST, José Carlos Silva. Há ainda a denúncia de desmatamento para plantação de cana-de-açúcar, que teria atingido inclusive a soberania alimentar dos moradores da região que usufruíam das árvores frutíferas.

Agora, as famílias estão construindo seus barracos e recepcionando novos acampados que estão chegando de outras áreas. Durante a manhã de hoje (11/08), os manifestantes receberam uma visita intimidadora de um gerente da usina Santa Clotilde acompanhado por uma viatura do Grupamento de Polícia Militar de Murici. As famílias acampadas, mesmo intimidadas, apenas recomendaram que a usina procure os meios legais para dialogar.

A Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária deve continuar durante toda a semana em Alagoas e em outros Estados exigindo do Governo o assentamento de 90 mil famílias que estão nos 875 acampamentos do MST em todo o país, a atualização imediata dos índices de produtividade rural ainda da década de 1970 e a recomposição do orçamento destinado à Reforma Agrária, além de outras medidas que efetivem essa política no país.

Trabalhadores de Alagoas também se mobilizam na Jornada

11 de agosto de 2009

O MST está mobilizado em todo o Brasil exigindo do Governo Federal medidas que estruturem a realização da Reforma Agrária, cujo orçamento de execução foi contingenciado em 40%. O MST cobra a restituição dos recursos, o assentamento de 90 mil famílias que estão acampadas em todo o país e a alteração imediata dos índices de produtividade rural, bem como novos mecanismos para facilitar as desapropriações de terras improdutivas.

Cerca de 600 agricultores de várias regiões de Alagoas chegam esta manhã à capital Maceió para se somarem às mobilizações que começaram ontem (10/8), com a abertura do Acampamento Nacional do MST em Brasília. No Estado de Alagoas, marcado pela concentração fundiária e pela superexploração da mão-de-obra do campo na monocultura da cana-de-açúcar, são contabilizadas hoje 5.890 famílias acampadas organizadas pelo MST.

Durante toda a semana, são esperadas ações para levar a sociedade a refletir sobre a estrutura de concentração de terras no campo. O movimento exige do Ministério da Agricultura, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra a atualização dos índices de produtividade rural, o que determina se a terra é produtiva ou improdutiva. Embora a lei 8.629 de 1993 obrigue o Estado a revisar os índices a cada cinco anos e o Governo Lula tenha se comprometido a atualizá-los já em 2005 (na ocasião da Marcha do MST à Brasília), os índices de produtividade são os mesmos de quando foram inaugurados em 1975.

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