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BALANÇO: DEVER CUMPRIDO E COMPROMISSO COM AS LUTAS

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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

Início » Especiais e Campanhas » Jornada Nacional Unificada de Lutas

Ações em Pernambuco

Marcha do MST chega a Recife e Sem Terra ocupam Incra

13 de agosto de 2009

A Marcha Estadual em Defesa da Reforma Agrária e contra a Crise, que começou no ultimo dia 9/8 no município de Pombos, Agreste pernambucano, chegou ontem (12/8) à capital Recife. Os dois mil trabalhadores rurais Sem Terra que participam da marcha acamparam na Secretaria de Agricultura do Estado e na manhã de hoje (13/8) saíram em marcha para a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde permanecerão até que suas demandas sejam encaminhadas.

Durante toda a manhã de hoje a comissão de negociação da marcha se reune com os secretários de Agricultura, Saúde e Cidades, com o objetivo de encaminhar concretamente as demandas apresentadas ao Governador, Eduardo Campas, em audiência realizada no dia 10 de agosto. São os primeiros resultados da pressão da marcha sobre o poder público.

Estudantes e trabalhadores da cidade recebem Sem Terra em Recife

Ontem (12/8), ao entrar em Recife, a marcha dos Sem Terra foi recebida por cerca de 200 estudantes e trabalhadores da cidade em frente da Universidade Federal de Pernambuco. O encontro foi marcado por uma mística que simbolizou a unidade da classe trabalhadora do campo e da cidade e o apoio da sociedade urbana à Reforma Agrária. Em seguida, os estudantes seguiram junto com a marcha até a Secretaria de Agricultura do Estado, onde os Sem Terra acamparam.

Amanhã (14/8), os trabalhadores do campo e da cidade estarão juntos novamente, na passeata do Jornada Unificada de Luta contra a Crise, que sairá da CELPE em direção ao Palácio do Governo.

Governador de Pernambuco se reúne com os Sem Terra

11 de agosto de 2009

Do Blog do Jamildo

Nesta terça-feira (11/8), um dia antes da Marcha pela Reforma Agrária chegar ao Recife, o governador Eduardo Campos reuniu-se com os integrantes do MST no Palácio do Campo das Princesas.

“Nossa intenção de receber o MST ainda antes da chegada da Marcha ao Recife é ganhar tempo para analisar a pauta de reclamações e atender tudo o que for possível. O que não for possível ser feito, também será dito”, assegurou o governador.

Ao lado dos secretários Ângelo Ferreira (Agricultura), Danilo Cabral (Educação), Waldemar Borges (Articulação Social) e representantes da Secretaria das Cidades, Eduardo recebeu uma lista com as principais reivindicações do movimento.

A pauta do movimento é abrangente e traz questões relativas à saúde, educação, habitação e até inclusão digital. Cada ponto será analisado pela secretaria correlata de forma individual.

A primeira reunião acontece ainda na tarde desta terça-feira (11), às 17h30, na Secretaria de Educação. Já na quinta-feira, a partir das 9h, na sede da Secretaria de Articulação Social, serão debatidos os pontos relativos à Reforma Agrária, à saúde e à habitação.

Jaime Amorim, um dos coordenadores do MST em Pernambuco, afirmou que "esta foi a primeira vez que um governador de Pernambuco atendeu o movimento antes do último dia da Marcha pela Reforma Agrária".

“Dessa forma, podemos aprofundar os pontos levantados na pauta com mais maturidade e tempo”, apontou.

Governador de Pernambuco se encontra com MST

11 de agosto de 2009

O Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, encontra-se amanhã (11/8), às 10h, com uma comissão da Direção Estadual do MST. A comissão entregará ao Governador uma ampla pauta de reivindicações fundamentais para a realização da Reforma Agrária no Estado.

Entre as reivindicações está o assentamento das mais de 20 mil famílias Sem Terra acampadas em todo o Estado; a desapropriação de todas as áreas de empresas e de latifúndios que são devedores; desapropriação de áreas de conflito iminente e próximas a centros urbanos, que não cumprem suas funções sociais; investimentos para a produção e comercialização dos produtos dos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária; e investimento em infra-estrutura, educação e saúde para as áreas de Reforma Agrária.

Os dirigentes do MST apresentarão ao Governador ainda a questão da crescente violência no campo, que recentemente vitimou cinco trabalhadores Sem Terra, em uma chacina ocorrida no ultimo mês no agreste Pernambucano.

A audiência com o governador é fruto da Marcha Estadual em Defesa da Reforma Agrária e contra a Crise, que teve início no domingo (9/8), na cidade de Pombos, com 2.500 trabalhadores rurais Sem Terra de todo o Estado de Pernambuco. A marcha chega a Recife na quarta-feira, 12/8.

Sem Terra iniciam terceiro dia de marcha em Pernambuco

No primeiro dia da Marcha Estadual em Defesa da Reforma Agrária, 2.500 trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra de Pernambuco caminharam 12 km da cidade de Pombos, no Agreste Pernambucano, até o município de Vitoria de Santo Antão. Na chegada a Vitoria, foi realizado um ato público no centro da cidade com panfletagem e exposição de fotos dos 25 anos do MST.

O Deputado Federal Paulo Rubem acompanhou toda a marcha desde a saída de Pombos. Durante a tarde de ontem, os camponeses participaram de estudos sobre a conjuntura agrária. Eles passaram a noite em Vitória e hoje seguem para o município de Moreno, com uma parada para almoço no distrito de Bonança.

Abertura da Marcha une trabalhadores do campo e da cidade

O Ato de abertura da marcha que aconteceu no domingo (9/8) à noite, no ginásio de esportes de Pombos, simbolizou a unidade da classe trabalhadora do campo e da cidade, unidade que permeará toda a mobilização, culminando no ato unificado de luta contra a crise, no dia 14/8, em Recife.

Estiveram presentes representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Conlutas, da Associação Nacional dos Docentes (Andes), alem do Secretaria de
Esportes de Pernambuco, Nelson Pereira, da Prefeita de Pombos, Jane Povão, e de vereadores da cidade.

EM PETROLINA, SEM TERRA OCUPAM SEDE DO INCRA

Ao mesmo tempo em que a marcha deixava Pombos, cerca de 150 familias do MST ocupavam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Petrolina, Sertão do Estado. A ocupação tem como objetivo fortalecer as reivindicações da marcha estadual e pressionar o superintendente do Incra, Emerson Jocaste, para que encontre os Sem Terra em Recife, no dia 12/8. As famílias permanecerão no Incra por tempo indeterminado.

Jornada Nacional

A marcha em Pernambuco acontece ao mesmo tempo em que mais de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras do MST e movimentos da Via Campesina estão mobilizados em um grande acampamento nacional em Brasília, dos dias 10 a 21/8. O acampamento em Brasilia, a marcha em Pernambuco, assim como outras mobilizações que acontecem em todos os estados do país, fazem parte da Jornada Nacional de Luta em defesa da Reforma Agrária e contra a Crise. As mobilizações unirão luta, estudo e diálogo com a sociedade, no sentido de reafirmar a necessidade – e legitimidade - da efetivação de um programa de Reforma Agrária massivo e popular para o país e denunciar as conseqüência da crise para a classe trabalhadora rural e urbana.

Programação desta terça-feira (11/8):

7h: saída de Vitoria para Bonança.
12h: almoço e ato publico em Bonança
14h: caminhada de Bonança a Moreno. Ato ao passar no local do assassinato dos companheiros Josias e Samuel.
Noite (Moreno): Ato Público, exposições de fotos e vídeos no centro da cidade.

Marcha estadual mobilizará 2.500 Sem Terra em Pernambuco

7 de agosto de 2009

Cerca de 2.500 trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra de vários acampamentos e assentamentos de todo o Estado de Pernambuco estão se preparando para deixar suas casas e lavouras por uma semana e sair em marcha do município de Pombos, no Agreste Pernambucano, até a capital Recife.

A marcha em Pernambuco acontece ao mesmo tempo em que mais de três mil trabalhadores e trabalhadoras do MST e movimentos da Via Campesina estarão mobilizados em um grande acampamento nacional em Brasília, dos dias 10 a 21/8. O acampamento em Brasilia, a marcha em Pernambuco, assim como outras mobilizações que estarão acontecendo em todos os estados do país faz parte da Jornada Nacional de Luta em defesa da Reforma Agrária e contra a Crise. As mobilizações unirão luta, estudo e diálogo com a sociedade, no sentido de reafirmar a necessidade – e legitimidade - da efetivação de um programa de Reforma Agrária massivo e popular para o país e denunciar as conseqüência da crise para a classe trabalhadora rural e urbana.

Os Sem Terra sairão de Pombos no dia 10/8 e entrarão no Recife no dia 12/8. A mobilização culminará com a participação de todos os marchantes no ato da Jornada Nacional de Lutas contra a crise, que unirá trabalhadores do campo e da cidade para exigir a manutenção do emprego e melhores salários, a ampliação dos direitos, a redução das taxas de juros e investimentos em políticas sociais, no dia 14/8

Mobilização Nacional

Os Governos Federal e Estadual abandonaram a pauta da Reforma Agrária para priorizar o modelo agrícola da monocultura agroexportadora, que se baseia na grande propriedade, no uso de elevadas quantidades de
agrotóxicos, gerando poucos empregos e produzindo fome, miséria, exclusão social e degradação ambiental.

Isso é demonstrado em números: para a safra 2008/2009, o Tesouro Nacional antecipou cinco bilhões de reais em créditos para que o Banco do Brasil ajudasse os grandes produtores. De junho a dezembro do ano passado, o banco estatal emprestou R$ 18,3 bilhões ao setor. Empréstimo milionário que pode ser entendido como doação, já que o agronegócio é um dos setores que mais deve ao Estado. Um projeto de lei da bancada
ruralista, que prevê a sétima renegociação geral de dívidas rurais no país, está pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Sem alarde, o parecer do relator, o deputado ruralista Dilceu Sperafico (PP-PR), é favorável ao alongamento de R$ 36 bilhões em dívidas de crédito rural até 2026 e autoriza o Tesouro Nacional a emitir até sete bilhões de reais em títulos para bancar os custos dessa rolagem.

Por outro lado, de acordo com levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), no ano passado foram executados apenas 44,24 (R$ 732,2 milhões) do orçamento de R$ 1,65 bilhão destinado ao
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para garantir ações que favorecem o acesso e a fixação dos camponeses a terra.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra defende uma Reforma Agrária que seja parte de um projeto de desenvolvimento para o país, que priorize a soberania alimentar do nosso povo e a dignidade do
homem do campo e da cidade. Só essa Reforma Agrária verdadeira, massiva e popular pode resolver o problema da distribuição de riqueza e renda, da fome, da educação, da violência e de todas as desigualdades sociais existentes em nosso país.

Nesse sentido o acampamento nacional em Brasília pretende jogar luz sobre três temas centrais para a efetivação de um programa de Reforma Agrária massivo e popular para o país: o assentamento das mais de 100 mil famílias acampadas pelo país e das mais de 40 mil assentadas apenas “no papel”, porque esperam por investimentos em habitação, infra-estrutura e produção; a atualização dos índices de produtividade, intocados desde 1975; e o descontingenciamento, por parte do Ministério do Planejamento, de R$ 800 milhões do orçamento do Incra para este ano, e sua destinação para obtenção de terras e aplicação no passivo dos assentamentos, além da ampliação dos recursos destinados à Reforma Agrária.

Principais reivindicações da maracha em Pernambuco

Alem das reivindicações nacionais, a marcha de Pernambuco objetiva pautar algumas questões locais indispensáveis para a realização da Reforma Agrária no Estado:

- o assentamento das mais de 20 mil famílias Sem Terra acampadas; - que todas as áreas de empresas e latifúndio que são devedores do estado; de conflito iminente; e próximas a centros urbanos, que não
cumprem suas funções sociais sejam decretadas de interesse social e desapropriadas para fins de Reforma Agrária;

- investimentos para a produção e comercialização dos produtos dos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária;

- investimento em infra-estrutura, educação e saúde para as áreas de Reforma Agrária. Os acampamentos e assentamentos devem ser reconhecidos como espaços sociais territórios onde vivem pessoas com direitos sociais e políticos adquiridos, e portanto devem ter esses direitos garantidos.

Programação:

09/08
Chegada e concentração em Pombos
19h - ato público de inicio da marcha, com participações de convidados (Local a confirmar)

10/08
08h - saída da marcha - caminhada até Vitória de Santo Antão.
Almoço no Parque de Exposição de Vitória. À tarde e à noite atividades de estudo com os marchantes e exposição de fotos, apresentação de vídeos no centro da cidade.

11/08
Manhã: caminhada de Vitória até Bonança. Atividades com ato na chegada a Bonança.
Tarde: caminhada de Bonança a Moreno. Ato ao passar no local do assassinato dos companheiros Josias e Samuel.
Noite (Moreno): Ato Público, exposições de fotos e vídeos no centro da cidade.

12/08
Manhã: caminhada de Moreno pela BR 232 até de Atacadão dos Presentes (TIP).

13/8
Atos e atividades de luta, formação política e agitação e propaganda no Recife

14/08
Jornada Unificada de Luta – concentração na CELPE às 09:00 e caminhada até o Palácio do Governo

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