Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas
Ministério da Fazenda do Pará também é ocupado
11 de agosto de 2009
Na manhã desta terça-feira (11/8), os Trabalhadores Sem Terra do Pará ocuparam a sede do Ministério da Fazenda de Belém. A ação faz parte da Jornada Nacional que cobra a Reforma Agrária e avanços das negociações com os governos federal e estadual sobre medidas contra a crise econômica voltadas aos trabalhadores.
Marcha Estadual chega à capital
Os 500 trabalhadores, que iniciaram no dia 4/8 a Marcha Estadual Contra Crise e pela Reforma Agrária, chegaram ontem (10/8) à cidade de Belém. Depois de marcharem por 200 km, os Sem Terra ocuparam a sede do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra), juntos a outros 350 trabalhadores.
O MST do Pará continua sua Jornada que faz parte da mobilização que acontece em todo o país. Os Sem Terra pretendem seguir mobilizados até que sejam resolvidos os pontos de reivindicação. As ações no Pará tem o objetivo de debater com a sociedade a Crise, Criminalização dos Movimentos Sociais e o modelo de desenvolvimento na Amazônia, celebrando os 25 anos do MST e preparando os 20 anos do MST Pará.
Sem Terra do Pará realizam Marcha em Defesa da Reforma Agrária e Contra a Crise
Nesta terça-feira (4/8), mais de 500 trabalhadores do MST de todo Estado do Pará iniciam uma Marcha Estadual em Defesa da Reforma Agrária e Contra a Crise. A marcha conta com camponeses e camponesas vindos de todos os acampamentos e assentamentos do MST no Pará. Eles farão um percurso de aproximadamente 200 km, do município de Irituia até a capital Belém, caminhando pela rodovia Belém – Brasília .
A marcha faz parte da Jornada Nacional Unificada de Lutas dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade contra a crise e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução das taxas de juros, na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pela Reforma Agrária e urbana e em defesa dos investimentos em políticas sociais que ocorrem até o dia 14 de agosto quando são esperadas diversas mobilizações em todo país.
Além disso, o MST do Pará tem como objetivo celebrar os 25 anos do Movimento e preparar o aniversário de 20 anos no Estado, denunciando o modelo de desenvolvimento imposto na Amazônia, retomando a pauta de negociação com o governo do Estado, além denunciar a Criminalização dos Movimentos Sociais.
A seguir, leia a carta elaborada pela direção do MST no Pará sobre a marcha que acontece durante os próximos dias:
Marcha estadual do Pará
Como todos sabem, os trabalhadores, em especial os do campo, passam por um momento difícil, de não realização da Reforma Agrária, da aplicação das políticas do agronegócio, concentração de terra, violência, monocultura e trabalhado escravo, e um processo de criminalização dos Movimentos Sociais pela Justiça e pela mídia dominante o que tem agudizado os conflitos sociais.
No Pará, os enfrentamentos contra o latifúndio, que não cumpre nenhuma função civilizatória e o projeto do capital, transvertidos de desenvolvimento, de progresso, através de mega investimentos, tem provocados uma verdadeira erosão na biodiversidade, de uso monopolizado dos recursos naturais e concentração da renda e da riqueza, geram barbárie social no campo e na cidade, e uma única alternativa, organização, luta e resistência!
Por isso, no mês de agosto de 01 a 15, estaremos realizando a Marcha Estadual em Defesa da Reforma Agrária e Contra a Crise, com a participação de 500 marchantes, de todos os acampamentos e assentamentos do MST/Pará São aproximadamente 200 km de Marcha da Cidade de Irituia a Belém pela Rodovia Belém-Brasilia, em cada cidade realizaremos debates, atos públicos e atividades de agitação e propaganda.
“Fica decretado que agora vale a verdade, agora vale a vida e de mãos dadas marcharemos pela vida verdadeira!” (Thiago de Mello)
