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Enquanto empresas e fazendeiros enriquecem, o povo come veneno!

7 de agosto de 2009

Nos últimos anos, a produção da agricultura brasileira vem sendo dominada por um novo modelo econômico que ficou conhecido como agronegócio. Ele é mais do que uma palavra, representa um modelo de produção agrícola que se caracteriza por organizar a produção dos bens agrícolas em grandes extensões de lavoura em fazendas de grandes proprietários.

Lá, eles se especializam num produto, como soja, arroz, cana e, portanto, aplicam a monocultura. Para que uma lavoura seja especializada num só produto, eles precisam aplicar muito veneno para matar todas as demais formas de vida vegetal (pequenas ervas e outras plantas) e vida animal, como bactérias.

Também, por serem grandes fazendas, preferem usar máquinas agrícolas a contratar mão-de-obra. E a maior
parte de sua produção é destinada para a exportação. Esse tipo de produção está tomando conta da agricultura em todo o país, estimulado pelos bancos, pelo governo, e com uma forte representação no Congresso brasileiro, aqui em Brasília - a chamada bancada ruralista, que defende seus interesses no Legislativo. E possui também muitos vínculos com o poder Judiciário em todo o país e aqui em Brasília.

Além disso, como usam muitos insumos das indústrias (fertilizantes químicos, venenos, sementes transgênicas) e depois vendem para o mercado externo, eles estão aliados com grandes empresas transnacionais, como a Cargill, Bungue, ADM, Dreyfuss, Monsanto, Syngenta, Bayer, Basf e Shell Química, Massey Ferguson, Fiat e New Holand/Ford. Essas empresas são, na verdade, as que ganham mais dinheiro com a produção agrícola brasileira, porque ganham dinheiro vendendo os adubos, venenos, máquinas, e ganham dinheiro depois, controlando a venda dos produtos no exterior. Portanto, as maiores margens de
lucro ficam com eles.

BaIxe o panfleto na íntegra:

AnexoTamanho
panfleto.agronegocio.pdf61.01 KB
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