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Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

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Comissão de Agricultura tenta criminalizar Via Campesina

O deputado federal da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Eduardo Sciarra (DEM, antigo PFL) e o deputado estadual, Élio Rusch (DEM), visitaram o ex-campo de experimento da multinacional suíça Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, no Oeste do Paraná, na última sexta-feira, 13. Mas ao invés de fazer uma vistoria, o objetivo dos deputados estava claro: criminalizar a ocupação da Via Campesina no local.

Os deputados fizeram falsas denúncias de crime ambiental contra a Via Campesina. A própria Polícia Federal, que acompanhou a visita afirmou que a “área está absolutamente preservada e que o movimento manteve as instalações intactas. Com relação ao meio ambiente, as instalações físicas estão preservadas”, garantiu.

Além das acusações infundadas, os deputados não mencionaram à imprensa as denúncias entregues pela Via Campesina a Comissão cobrando a investigação dos crimes cometidos pela Syngenta e exigindo que a multinacional pague a multa de R$ 1 milhão, pela prática ilegal de experimentos de milho e soja transgênicos na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçú.

A Via Campesina também denunciou a violência praticada contra os trabalhadores rurais de Cascavel, pelos ruralistas integrantes da Sociedade Ruralista da Região Oeste do Paraná (SRO) e exigiu providências a respeito. “Quem cometeu crime ambiental foi a multinacional, que desrespeitou a Lei de Biosegurança com o plantio ilegal de transgênico, destruindo a biodiversidade da região e até o momento não pagou a multa ao Ibama”, afirma a Via Campesina, em nota.

Ao contrário das declarações dos deputados, as famílias acampadas no local, há mais um ano, estão recuperando a área, com a produção de sementes crioulas em sistema agroecológico. O solo - onde havia experimentos transgênicos plantados ilegalmente - também está sendo recuperado por meio do plantio de árvores.

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