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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

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Policiais são presos por grilagem de terra em três Estados

3 de julho de 2009

Pelo menos nove pessoas, entre elas policiais militares, foram presas nesta sexta-feira (3/6) durante a Operação Pluma, desencadeada pela Polícia Federal (PF) nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, com o objetivo de coibir a prática de grilagem de terras da União e crimes contra a vida, a administração pública, o meio ambiente, grilagem de terras, corrupção, peculato, prevaricação, extorsão e ameaça. A notícia é da Agência Estado.

A área de atuação da quadrilha, segundo a PF, eram os municípios do Vale do Araguaia, principalmente Vila Rica Santa Cruz do Xingu, Confresa, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira, Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia.

De acordo com a corporação, cerca de 120 policiais cumprem 19 mandados de prisão temporária, 24 mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens e valores dos envolvidos. Dentre os mandados de prisão estão sete servidores públicos, dentre os quais seis oficiais da Polícia Militar (PM) de Mato Grosso, sendo dois da reserva e uma tabeliã.

Investigações levaram a uma organização criminosa que utilizava diversos meios para obter terras a baixos custos e revendê-las posteriormente. Segundo a PF, o grupo extraía irregularmente insumos vegetais da área da reserva indígena maraiwatsede, além expulsar assentados de áreas já destinadas à reforma agrária e posterior emissão de títulos de domínio falsos, sempre com a intenção de obter indenização do poder público pela desapropriação de áreas inexistentes.

O grupo também promovia temor entre pequenos e médios fazendeiros da região com objetivo de extorquir estes produtores para que vendessem seus imóveis a preço bem inferior ao praticado no mercado. Depois, as propriedades eram revendidas a grandes empresários de Goiás por preço de mercado. Além disso, a quadrilha comercializava serviços de segurança privada realizados por pistoleiros e PMs lotados na região, com o uso indevido de recursos humanos e materiais da corporação.

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