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Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

Início » Especiais e Campanhas » Massacre de Eldorado dos Carajás: 10 anos de mortes e impunidade

Poemas escritos pelos estudantes da 8a. série da Escola Municipal Oziel Alves Pereira, no

Poemas escritos pelos estudantes da 8a. série da Escola Municipal Oziel Alves Pereira, no

Assentamento 17 de abril, em 15/04/2005

No dia 17 de Abril de 1996
Aconteceu uma história triste
E eu vou contar para vocês
No massacre de Eldorado
Morreram mais de 16

De um lado um batalhão de polícia
Que estava fortemente armado
Do outro, trabalhadores Sem Terra
Sujeitos a serem metralhados ou mutilados

Amâncio era surdo
E não estava entendendo nada
Correu em direção à polícia
E com uma bala foi derrubado
Dando início às 15h00
O massacre de Eldorado

A curva do S
Foi palco desse terror
19 trabalhadores foram mortos
Sem perdão e temor

Os responsáveis por essa chacina
Continuam em liberdade
A justiça não foi feita
Cedendo espaço a impunidade

O sangue que foi derramado
Repercutiu no mundo inteiro
Em mais um dia trágico
Diminuiu o sonho dos brasileiros.

Escrito por Rayanne Mable Silva de Jesus e Jaciara Silva Sobral

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O acontecimento

No dia 17 de abril
Coisa horrível aconteceu
Quando 19 companheiros
Do MST morreram.

Lutando por um pedaço de chão para o alimento plantar
E seus filhos alimentar

Mas uma coisa horrível aconteceu
Eles não sobreviveram.
O Massacre de Eldorado aconteceu.
E na curva do S eles morreram.

Um Sem Terra lhe pediu
Um pedaço de chão
Mas o que lhe deram
Foi um balaço no coração.

Escrito por Sonia Pereira da Silva
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Aqui deixo o meu recado
Para todo o companheiro
Que esteve firme na luta
Junto a nós o tempo inteiro
Que quando pegar o lote
Não se iluda com o dinheiro

Pense no MST, que te ajudou a conseguir
Que tu lutes por ela
Ele estava junto a ti quando recebeu a terra
O lema é produzir.

Olha, meus companheiros ficaram todos assustados.
Afinal, foram 19 irmãos que morreram massacrados.

Cada um com uma opinião
Veja só que confusão
Nossos companheiros morreram
Lutando por um pedaço de chão

Todos em uma passeata ligeira
Veja se é brincadeira
Andando por pista quente
Pegando sol e poeira
Tudo isso para conseguir
A sede da Fazenda Macaxeira.

Escrito por Jácia e Elaine
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Olha meu irmão
Veja que situação
Morreram19 companheiros
Lutando por um pedaço de chão

Dia 17 de abril queremos homenagear
Esses 19 companheiros
Que não conseguiram escapar
E realizar seu grande sonho
Que era ganhar uma terra para trabalhar

Todos diziam consigo
Agora a coisa se encerra
Na região de Eldorado
Vai começar uma guerra
De polícia e pistoleiros
Contra os coitados dos Sem Terra
Eram 12, 16 e 20
Eram essas cartucheiras
Carabina perfura
38 de primeira
Quem entrasse ia para o tiro
Foram estas ordens primeiras
___________________________________________________________________

Malditos policiais que nosso sangue derramaram
Lutando contra nosso povo
Que rumo a vitória marchou

Coragem em nosso povo não falta
Para lutar conta os latifundiários
Que querem nos derrotar

Jamais esqueceremos
Aquele dia tão triste
Onde perdemos companheiros
Fazendo com que a maldade exista

Mas vocês não morreram
Vocês estão aqui
Seu povo não esqueceu a luta
Que vocês deixaram para prosseguirmos

Guerreiros como vocês
Também tombaram ao chão
E muitos outros tombarão
Enquanto houver luta nesta terra
Por libertação!

Escrito por Sirone Almeida de Lima

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