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Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

Início » Especiais e Campanhas » Massacre de Eldorado dos Carajás: 10 anos de mortes e impunidade

Sem Terra fazem mobilizações no Rio de Janeiro

Os dez anos do Massacre de Eldorado dos Carajás serão lembrados hoje em atividades no Rio de Janeiro. Às 16h30, uma manifestação diante do Fórum e do Tribunal de Justiça, no centro da capital, reunirá trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra e organizações sociais para criticar a impunidade dos culpados e pedir justiça. Às 18h30, a Universidade Cândido Mendes, na rua Primeiro de Março, sediará um ato para marcar os 10 anos do Massacre no Pará e homenagear as vítimas.

Já em Campos, no Norte Fluminense, os trabalhadores e as trabalhadoras rurais organizam hoje uma homenagem aos 19 mortos na chacina. O ato também pretende protestar contra o despejo de 160 famílias que vivem há seis anos no Acampamento Oziel Alves, onde ficava a antiga fazenda Cambayba.

Ontem, cerca de 100 Sem Terra bloquearam a Via Dutra na altura de Piraí, sentido São Paulo, durante aproximadamente 40 minutos como parte das ações de mobilização que marcaram o dia. Em Campos, 600 trabalhadores rurais exigiram punição para os envolvidos no assassinato dos trabalhadores em Eldorado dos Carajás.

Na mesma cidade, um trabalhador rural ligado ao MST e uma assistente social da Comissão Pastoral da Terra e do Comitê pela Erradicação do Trabalho Escravo foram detidos pela Polícia Federal ontem quando protestavam diante da Usina Santa Cruz. No centro de Campos, os Sem Terra fizeram uma mobilização em frente ao Fórum Estadual pedindo punição dos mandantes da tentativa de homicídio do militante do MST Antônio Gusmão Junior, ocorrido em 2003.

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