O Grupo de Amigos do MST em Washington, nos Estados Unidos, fez uma manifestação em memória aos 19 trabalhadores Sem Terra assassinados em Eldorado dos Carajás (PA) e cobraram a prisão dos policiais militares que fizeram a ação em 1996.
Cerca de 50 pessoas marcharam dois quilômetros na manhã desta segunda-feira, entre a American University e a Embaixada do Brasil. “A sociedade estadunidense fica escandalizada com a impunidade e questiona uma democracia sem direitos humanos no campo”, afirma Miguel Carter, coordenador do grupo e professor da universidade.
Pela manhã, aconteceu um ato na capela da universidade, onde a irmã Maura Brawne fez uma palestra aos estudantes e professores sobre a luta da sua parceira de congregação, a missionária estadunidense Dorothy Stang, assassinada no ano passado em Anapu, no Pará.
Depois o grupo se dirigiu à embaixada, onde foram recebidos pelo embaixador Roberto Abdenur, que lamentou a morte de trabalhadores no massacre e disse que “impunidade no Brasil é um problema grave”. Representantes do grupo tiveram uma audiência com o representante brasileiro.
Abdenur recebeu dos manifestantes uma carta endereçada ao presidente Lula, que apóia a luta do MST, pede a punição dos responsáveis pela morte de trabalhadores e exige um relatório sobre a morte da missionária.