O MST de São Paulo realiza hoje um ato na Praça da Sé, zona central da capital paulista, a partir das 17h00.
O ato tem como objetivo lembrar os 10 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás e cobrar do Poder Judiciário brasileiro punição para os responsáveis por episódios de violência contra trabalhadores rurais e urbanos.
Serão lembrados também os mortos no massacre do Carandiru, a violência na Febem (Fundação para o Bem Estar do Menor), o extermínio de moradores de rua, o assassinato de sindicalistas e missionários e as mortes por exaustão no corte de cana do agronegócio.
Além do MST, participam do ato diversas entidades de luta por direitos humanos, comissões pastorais, sindicatos, movimento hip hop e autoridades políticas.
No local, serão distribuídos jornais sobre os 10 anos de Eldorado dos Carajás, além de cartões postais endereçados à Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça. Ela foi designada para o julgamento do recurso do Coronel Mário Colares Pantoja e do Major José Maria Pereira Oliveira, condenados a 228 e 154 anos de prisão, respectivamente, pela responsabilidade no massacre.
Sem Terra acampam em rodovia
A partir de hoje, as famílias do MST na região metropolitana de São Paulo acampam na beira da rodovia Anhanguera por tempo indeterminado. O objetivo é solucionar o impasse existente desde 2003 entre o governo do estado de São Paulo, a Sabesp e o Incra sobre o assentamento das famílias em uma área pertencente à Sabesp no km26.
