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Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

Início » Especiais e Campanhas » Massacre de Eldorado dos Carajás: 10 anos de mortes e impunidade

Sem Terra param rodovia todos os dias em Carajás

Os jovens do 1º Acampamento Pedagógico do MST, montado no Pará desde 1º de abril, continuam com as suas atividades em memória aos 19 trabalhadores mortos no Massacre de Carajás, em 17 de Abril de 1996.

Todos os dias às 17h30 os acampados fazem um ato por 30 minutos na curva do “S”, no trecho da rodovia PA-150, localizado entre os municípios de Curionópolis e Eldorado dos Carajás, mesmo lugar e hora onde aconteceu o massacre 10 anos atrás. Depois, os jovens fazem um corredor humano, com pessoas em fila dos dois lados da pista, cantando o hino do Movimento e falando palavras de ordem.

Nesta quinta-feira começou o curso de capacitação de 30 educadores do EJA (Ensino de Jovens e Adultos) para contribuir na finalização do ensino fundamental de educandos fora da idade escolar.
Um show de calouros, com a apresentação de música, teatro e poesia popular encerrou as atividades ontem. As oficinas também continuam com a participação de 60 pessoas na de teatro e 30 na de rádio e produção de cartazes.

Prisão

Três jovens do acampamento que carregavam castanheiras mortas e queimadas, que estavam caídas na região, foram detidos ontem sob a acusação de roubo e crime ambiental. As árvores seriam usadas na reconstrução do monumento em memória dos mortos em 1996. Depois de prestar esclarecimentos, foram libertados de madrugada. Para os acampados, a prisão deixa evidente o clima de tensão na região com as mobilizações em torno dos 10 anos do Massacre de Eldorado de Carajás.

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