Entre os dias 1º e 17 de abril, o MST organiza no Pará um grande acampamento pedagógico. O objetivo da mobilização, que conta inicialmente com 200 jovens acampados e assentados, é relembrar os dez anos do massacre de Eldorado dos Carajás, onde 19 trabalhadores Sem Terra foram brutalmente assassinados pela polícia.
O acampamento será montado na curva do “S”, trecho da rodovia PA-150, localizado entre os municípios de Curionópolis e Eldorado dos Carajás, onde aconteceu o massacre em 17 de abril de 1996.
Estrutura
Serão 19 barracas para alojamento dos militantes, cada uma com o nome de um companheiro que tombou. Entre as atividades, estão previstos espaços de produção de óleos e sabonetes, jogos, capoeira e reciclagem. Acontecerão também discussões sobre saúde, higiene, DST, entre outros temas.
Haverá escola e biblioteca para os participantes, além de espaço para a realização de plenárias. A rádio Resistência FM estará no ar, trazendo informações para os participantes do acampamento.
Outro objetivo da atividade é restaurar o monumento concebido pelo artista plástico Dan Barom para homenagear os mortos no massacre. A obra conta com 19 castanheiras simbolizando os mártires.
Outras atividades
Além do Acampamento Pedagógico, outras atividades estão previstas para marcar os dez anos do massacre de Eldorado dos Carajás. A exposição “Terra”, do fotógrafo Sebastião Salgado, será itinerante e poderá ser vista nas cidades de Parauapebas, Eldorado dos Carajás, Marabá e Belém.
No dia 17, um grande ato na curva do “S” marcará o encerramento do acampamento e exigirá a punição dos responsáveis pelo massacre. A expectativa é de que 20 mil pessoas passem pelo local ao longo do dia. O ato político cultural já tem confirmadas presenças de artistas e autoridades, do Brasil e exterior.