Duas ocupações de agências bancárias marcaram a Jornada de Lutas das Mulheres Camponesas, no Estado de Santa Catarina. São Miguel do Oeste e Chapecó, tiveram na segunda feira (9/3) suas agências do Banco do Brasil fechadas, pela ação das mulheres da Via campesina.
O Banco do Brasil foi alvo de protestos e denúncias em razão da utilização desta instituição por parte do governo federal como instrumento para conter a crise financeira, com repasses absurdos a bancos e empresas privadas. Outra denúncia é a renegociação das dívidas dos fazendeiros e o financiamento do agronegócio, principalmente do monocultivo.
Com o lema “Lutamos pelo bom, pelo justo e pelo melhor do Mundo”, lembrando a lutadora Olga Benário, cerca de mil mulheres da Via Campesina exigiram o fim de altos subsídios ao agronegócio e ao latifúndio. “Que o Banco do Brasil esteja á serviço do povo, que atue no fortalecimento da agricultura camponesa”, eram as palavras de ordem das camponesas.
Também marcou a jornada de lutas uma atividade de estudo no município de Curitibanos (região muito afetada pelo monocultivo de pinus) e a participação do Movimento de Esposas de Policiais / APRASC, em um seminário com a Via Campesina. A APRASC (Associação dos praças e soldados do Estado de Santa Catarina) estão em luta pelo direito de negociar salários e políticas trabalhistas para a categoria junto ao governo do estado.