Da Radioagência NP
“O capitalismo é um modo de existir que produz crise e quem paga a conta é o trabalhador”. A declaração foi dada nesta quarta-feira (21/01) pela historiados e professora da Universidade Federal Fluminense, Virgínia Fontes, no Décimo Terceiro Encontro Nacional do MST. O evento faz parte das comemorações do aniversário de 25 anos do MST, que ocorre no assentamento Novo Sarandi, no município de Sarandi, no estado do Rio Grande do Sul (RS). Mais de mil pessoas participam do encontro.
Na palestra com o tema conjuntura internacional, a professora afirmou que as forças populares devem se atentar para os novos desafios que crise financeira mundial coloca. No caso, fazer uma análise mais profunda e minuciosa sobre a interconexão entre os setores produtivos e bancários.
Virgínia ainda destacou que, diante das crises, as forças populares devem ser organizar para elabora e apresentar um emergencial social para impor medidas, como por exemplo, a suspensão da expropriação popular, como também a expropriação e a socialização imediata, com punição dos responsáveis de empresas, e bancos com problemas.
Logo em seguida, o cientista econômico e professor da Universidade Federal da Bahia, Luis Filgueiras, apresentou dados sobre o reflexo da crise mundial na economia brasileira. O aumento da taxa de desemprego e a queda nas exportações, que deve acontecer no Brasil, foram as principais preocupações do professor.
O Encontro Nacional do MST começou nesta terça-feira (20/01) e vai até o próximo sábado.