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População moçambicana protesta contra reajuste de preços de produtos básicos

1 de setembro de 2010


Por Boaventura Monjane e Maria Gorete
De Maputo

As cidades de Maputo e Matola, no sul de Moçambique, estão praticamente paradas com uma manifestação popular, em diversos pontos, especialmente nos bairros da periferia, onde vivem as camadas mais desfavorecidas.

A população manifesta contra a constante subida dos preços dos produtos básicos, sem que o governo reajuste os salários e melhore o nível de vida da população. Entra em vigor nesta quarta-feira novas tarifas de água potável e eletricidade.

Nesse momento, uma greve dos trabalhadores paralisa por completo a função pública na África do Sul, na sua terceira semana.

A Polícia da República de Moçambique reage com violência e está usando gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. No confronto com as forças de segurança, várias pessoas ficaram feridas.

Até as 12h de hoje, tinha sido confirmada a mortes de civis, incluindo crianças, baleados pela polícia.

Aumentos

Para a eletricidade, as tarifas social, doméstica, agrícola e industrial sofreram um aumento de 13,4% e os consumidores da água (na escala de 5 a 10 metros cúbicos por mês) passam a pagar 19 meticais (moeda moçambicana) por metro cúbico nas cidades de Maputo e Matola, contra os anteriores 17 meticais por cada mil litros de água consumida em cada mês.

Os reajustes seguem aumentos nos preço dos combustíveis, material de construção e produtos alimentares básicos.

O preço do pão, produto alimentar básico para a população moçambicana, cresceu 20%.

As manifestações provocaram o cancelamento de voos nacionais e internacionais e o transporte público não está circulando.

  • Internacional

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