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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

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Londrina conquista assentamento para 600 famílias

1 de setembro de 2010


Da N.com

As Fazendas Guairacá e Pininga, localizadas no distrito de Lerroville, foram transformadas nos assentamentos Eli Vive 1 e Eli Vive 2, por meio de portaria assinada pelo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, e do Superintendente do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes.

A solenidade realizada no sábado (28), reuniu além dos representantes do Incra, os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; e do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome, Márcia Lopes; o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT) e o dirigente nacional do MST, José Damasceno. Mais de seis mil pessoas acompanharam a solenidade realizada na fazenda.

Conforme informações do Incra nos 7.313,06 hectares ocupados pelas fazendas Guairacá (com 5.826,52 hectares) e Pininga (com 1.486,54 hectares) serão assentadas cerca de 540 famílias de agricultores sem terra que vivem em acampamentos na região.

O governo federal investiu R$ 78 milhões na aquisição destas terras, o que corresponde a 20% do orçamento para agricultura familiar. Acrescendo a este valor, cada família ainda vai receber mais R$ 50 mil para construção da casa e da infra-estrutura do local.

As famílias beneficiadas estão de 12 a 15 anos esperando pelo seu pedaço de terra. Os critérios das famílias que receberam a terra foram a fidelidade ao MST; o compromisso com a agricultura e com a honestidade. A maioria das famílias é de Guairacá, Lerroville e Tamarana.

As áreas foram avaliadas por técnicos do Incra como de ótimo potencial produtivo. Com a criação dos assentamentos, os trabalhadores terão direito a crédito, energia elétrica, abastecimento de água, habitação e apoio à instalação, além de acesso a linhas de crédito e custeio do PRONAF para a reforma agrária.

“A negociação de Guairacá é um exemplo de como se faz Reforma Agrária da forma correta. Será o maior assentamento de Sem Terra no Brasil integrando uma região metropolitana”, destacou o prefeito Barbosa Neto. Conforme ele, as projeções apontam que o assentamento equivale a uma indústria produtora de alimentos que gera 1.800 empregos, considerando que cada uma das 600 famílias, é composta por no mínimo 3 trabalhadores.

  • Reforma Agrária

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