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BALANÇO: DEVER CUMPRIDO E COMPROMISSO COM AS LUTAS

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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

Início » Especiais e Campanhas » Os 25 anos do MST

MST recebe saudações pelos 25 anos de luta

Eu suplico aos deuses e aos demônios que protejam o Movimento Sem Terra e a toda sua linda gente que comete a loucura de querer trabalhar, neste mundo onde o trabalho merece castigo. (yo suplico a los dioses y a los diablos que protejan al movimiento sin tierra, y a toda su linda gente que comete la locura de querer trabajar, en este mundo donde el trabajo merece castigo).

Eduardo Galeano – escritor

O MST completa, então, seus 25 anos de luta, de enxada, de poesia, de profecia ao pé da estrada e da rua. Segundo muitos analistas o MST está sendo o movimento popular melhor organizado e mais eficaz "de fato". Sabe muito bem o MST que "a terra é mais que terra", e por isso está se volcando, pertinaz, esperançado, na conquista comunitária da terra, na educação de qualidade, na saúde para todos, numa atitude permanente de solidariedade, em colaboração gratuita e fraterna com todos os outros movimentos populares. Os 25 anos do MST são uma data a celebrar, dando graças ao povo da terra e o Deus da terra e da vida, reafirmando os princípios que norteiam o objetivo e a prática do MST. Recordando a palavra de Jesus de Nazaré: "não podeis servir a Deus e ao dinheiro"; não podeis servir ao latifúndio e à reforma agrária. O latifúndio continua a ser um pecado estrutural no Brasil e em toda Nossa América. Que o MST continue a ser um abanderado desse "socialismo novo" e de uma verdadeira reforma agrária e agrícola, inserido na Via Campesina, na procura e no feitio de uma nova América. Que mantenha viva e produtiva de esperança a memória dos nossos mártires, sangue fecundo, os melhores companheiros e companheiras da caminhada. Que siga entrando, plantando, cantando, contestando, com aquela esperança que não falha porque tem inclusive a garantia do Deus da Terra, da Vida, do Amor.

Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia

O MST desempenhou um papel de grande relevância nesses 25 anos, ao chamar a atenção para a questão da reforma agrária e organizar a luta pelo acesso à terra. Com os movimentos populares em geral, participou ativamente da reconstrução da democracia brasileira, tarefa ainda em curso que exige sempre a unidade na diversidade daqueles que lutam por um país justo e democrático. Parabéns pelos 25 anos.

Ricardo Berzoini – presidente do PT

O MST é o mais profundo e, por isso, o mais importante movimento social brasileiro. Apoiá-lo em todas as suas frentes de luta é lutar pela transformação de nosso país em uma sociedade menos perversa e menos excludentes. Este é o dever de todo socialista e de todo democrata.

Roberto Amaral é escritor, vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro e ex-Ministro da Ciência e Tecnologia

O MST é o movimento social mais importante do Brasil. Se a reforma agrária está lenta, estaria praticamente parada se não fosse o MST. Valorizamos as formas de luta e a maneira de o MST se organizar, necessárias, diante da intolerância e da agressividade dos latifundiários, protegidos pelo estado burguês. O MST, de uns anos para cá, deu um grande salto de qualidade, quando passou a participar das lutas democráticas, populares e antimperialistas e por um mundo sem explorados.

Ivan Martins Pinheiro - secretário geral do PCB

O aniversário do MST marca uma data histórica para a luta de todos os movimentos sociais. Foram 25 anos de enfrentamento, de coragem e de combatividade, mantendo acesa a chama da organização dos trabalhadores. Desde sua origem, o movimento trava batalhas na construção de um Brasil mais justo e, neste percurso, conquistou o reconhecimento dos campesinos como sujeitos históricos, assim como transformou a luta pela reforma agrária numa luta nacional, que deve ser inserida num programa democrático e popular para o nosso país. Que o exemplo do MST siga vivo, inspirando cada um de nós na defesa do socialismo."

Ivan Valente - Deputado Federal PSOL/SP

O MST completa 25 anos de vida e de luta como um dos movimentos sociais mais importantes do nosso país. Foi o movimento que colocou e mantém a luta pela reforma agrária na agenda do país, dentro de uma perspectiva transformadora da sociedade brasileira. Isso não é pouco. E não é outra a razão pela qual o movimento tem sido vitima de tanta perseguição do latifúndio e dos governos. Mas é também a razão pela qual o MST é um parceiro privilegiado de todos e todas que, neste país, lutam pelo fim da exploração e da opressão que afligem a vida da classe trabalhadora. Parabéns ao MST pelos 25 anos de vida e de luta. Vida longa ao MST!

José Maria de Almeida - Coordenação Nacional da Conlutas e do PSTU

Para nós que defendemos o socialismo, a reforma agrária é uma necessidade. Poderia ser uma necessidade, também, para os que defendem o capitalismo. Mas o capitalismo no Brasil se desenvolveu de maneira dependente, altamente concentrada e politicamente conservadora. Para este tipo de capitalismo, a reforma agrária é um problema, não uma solução. No Brasil, a reforma agrária ou será uma conquista da luta dos trabalhadores e de toda a esquerda, ou não será. É por isto que o MST é tão importante, uma organização que deve ser apoiada, defendida e protegida pelo conjunto da esquerda brasileira. Só não digo "vida longa ao MST", porque espero que antes cedo do que tarde consigamos viabilizar seu principal objetivo histórico, que é a reforma agrária no Brasil.

Valter Pomar, secretário de relações internacionais do PT

O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente.

Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro

Eu tenho muito prazer em poder parabenizar o MST pela passagem dos seus 25 anos de existência e afirmar que me sinto privilegiada por ter participado de um CD realizado pelo MST em que eu cantei uma música falando sobre a importância da educação e da liberdade. E quero dizer também que a contribuição do Movimento Sem Terra é importantíssima. A contribuição e conscientização que o MST deu para o brasileiro para que isso acontecesse foi fundamental, porque o MST nunca deixou de estar presente nas principais lutas sociais do nosso país, da nossa nação. Por isso, eu me sinto orgulhosa de ter podido participar de vários eventos do movimento sem-terra e dizer que espero que continuem com essa luta, com essa consciência política e que nunca se deixem ser submetidos por oligarquias, por classes dominantes de forma alguma. Se chegamos onde chegamos, o MST também é responsável por isso. Parabéns a todos vocês!

Leci Brandão - sambista

Eu gostaria de parabenizar o MST pelos 25 anos da sua atividade e dizer que esse movimentos tem sido muito importante pro Brasil na questão agrária e na questão social e eu espero que vocês tenham muita saúde, muita paz e muitas realizações nesse ano de 2009.

Lucélia Santos - atriz

Tenho uma grande simpatia e admiração pelo MST. É necessário que haja um movimento organizado de defesa de interesses populares. Evidentemente, o MST visa fundamentalmente a questão da reforma agrária no país, necessária doa a quem doer. É necessário que se reveja a questão agrária no país, até porque a própria colonização portuguesa e a maneira como se distribuiu terras nesse país, desde a colonização, é absurda. É necessário esses movimentos e, paralelamente a isso, o MST estendeu a sua rede para ensino, escolas, como a Escola Florestan Fernandes, de formação cultural e de dar apoio às pessoas que não têm acesso a educação como deveria ser. É um movimento de coragem e de resistência, que a imprensa de um modo geral conservadora sataniza. E chegar como movimento organizado a 25 anos de existência não deixa de ser um grande ato de heroísmo, uma grande vitória.

Osmar Prado - ator

Quero cumprimentar o MST nesta data em que ele comemora os seus 25 anos. Acho que o MST é uma das coisas mais importantes que aconteceram na história recente do Brasil. Acho que o MST teve, tem e terá uma função muito importante na democratização e na distribuição da terra no Brasil. Desejo vida longa ao MST! Desejo muita sorte em seus projetos, muita luta e melhorias para o povo brasileiro que virão através da luta do MST! Um abraço à todos. Parabéns MST pelos seus 25 anos. Parabéns pela importante luta que desenvolve no Brasil e boa sorte.

Paulo Betti - ator

A redemocratização e a normalidade democrática não teria sido possível no Brasil não fosse esse vigoroso movimento, nesses 25 anos que completa o MST. Falta agora à democracia cumprir com sua parte, acabando com as diversas formas de cativeiro no Brasil, entre os quais o cativeiro da terra, o trabalho escravo, o trabalho infantil, a depredação ambiental e a redistribuição de renda, em direção a uma sociedade mais justa. Um grande e vigoroso abraço a esses lutadores.

Chico de Oliveira - Professor emérito da FFLCH-USP

A importância do MST é impar porque ele consegue somar às reivindicações por melhores condições de vida, aqui e agora, uma agenda que questiona profundamente a sociedade capitalista. As reivindicações mais imediatas são indispensáveis para alimentar um movimento de massas. Sem elas não há a expansão e a adesão dos participantes de forma extensiva. Num primeiro momento as pessoas entram na luta para melhorar sua condição de pobreza material - o que é muito diferente do motivo que leva um intelectual à luta social. Essa condição a maior parte dos movimentos sociais apresenta. O que é raro, e essa é uma condição especial do MST, é combinar a luta por melhores condições de vida com a luta por transformações sociais fundamentais como o padrão de consumo, as relações de produção, as relações de poder ou as relações com o meio ambiente, apenas para dar alguns exemplos importantes. Vida longa aos que lutam! Viva o MST!

Erminia Maricato – professora da USP

Vocês chegam ao 25º aniversário com uma história exemplar de luta, inspiração para muitos movimentos no Brasil, na região e no mundo. A história de vocês é um dos pilares da própria tarefa árdua e difícil de democratização de nossa sociedade latifundiária, violenta, racista e machista. O Ibase, como organização de cidadania ativa, sempre esteve "ligado" no MST e dele extraiu ânimo para continuar e ousar em sua própria missão. Orgulhamo-nos da relação política estratégica que mantemos ao longo dos anos com o MST.

Cândido Grzybowski - Diretor Geral Ibase

Embora haja um longo caminho a percorrer na direção de melhores condições de vida aos trabalhadores do campo, bem como para o combate das desigualdades, das injustiças e dos conflitos agrários, no Brasil, é inestimável a contribuição do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - nesses 25 anos de existência - no sentido de promover a justiça social no campo e na cidade, através de ações comprometidas não só com a subsistência digna da população camponesa em seu local de origem, mas, sobretudo, com a qualidade de vida e a produção de alimentos a todo povo brasileiro. A luta segue!

Roberto Franklin de Leão - Presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino - CONTEE parabeniza o Movimento dos Sem Terra pelos seus 25 anos de luta em nome da justiça social, da inclusão da população do campo e da busca por oportunidades iguais para todos os brasileiros. Estamos certos de que é um orgulho para nosso País contar com uma entidade com tal história e combatividade. A CONTEE destaca ainda a valorização dada pelo MST às ações educacionais, tanto no que tange ao incentivo à formulação de políticas públicas de educação, que impulsionem o desenvolvimento do Brasil, quanto na adoção de atividades direcionadas aos companheiros e companheiras que fazem parte do Movimento. Parabéns pelos 25 anos de luta do MST!

Madalena Guasco Peixoto – Coordenadora Geral da CONTEE

Parabéns, ao MST, pelos 25 anos de luta em prol da melhoria das condições de vida dos mais necessitados. Continuo apoiando vocês e desejo que continuem o trabalho de pressionar o governo quanto a necessidade de uma reforma agrária no Brasil. Sugiro que a pressão foque também a carência educacional e a atual matriz tecnológica de produção, no campo, que é excludente e ambientalmente incorreta.

João Luís Homem de Carvalho – agrônomo, professor da Universidade de Brasília e assessor do senador Cristovam Buarque (PDT), é ex-secretário extraordinário de Erradicação do Analfabetismo do Ministério da Educação e ex-secretário de Agricultura do Distrito Federal.

Não é por acaso que a história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, construída ao longo dos últimos 25 anos, é reconhecida em todo o mundo. Manter a luta pela reforma agrária em pauta no Brasil tem sido um dos grandes méritos do MST. A vida e o sangue de trabalhadores e trabalhadoras, mobilizados contra as injustiças do latifúndio e em busca de uma sociedade igualitária, são um combustível para a nossa militância diária em direção ao socialismo.

Dr. Rosinha - deputado federal (PT-PR), presidente do Parlamento do Mercosul.

Ao longo desses 25 anos, o MST se consolidou como um dos mais importantes movimentos sociais brasileiros. Para nós, da FUP (Federação Única dos Petroleiros), o MST é referência de luta e parceiro de inúmeras jornadas. Marcou a sua trajetória o compromisso com um país mais justo para todos, em especial aos mais pobres. A justa e necessária luta pela reforma agrária e democratização do meio rural brasileiro é o seu compromisso principal, mas a compreensão de que a luta se dá em todas as frentes de batalha impulsiona o MST a defender diversas bandeiras como a defesa da soberania nacional. Por tudo isso, podemos afirmar que o Brasil estaria bem pior não fosse atuação do movimento. Valeu companheirada que venham outros vinte cinco anos de lutas e vitórias.”

João Antonio de Moraes - Coordenador Geral Federação Única dos Petroleiros-CUT

Há vinte e cinco anos que o MST luta para mudar a fisionomia excludente e conservadora do nosso país. Através do MST, milhares de brasileiros excluídos da terra e da plena cidadania, milhares de brasileiros sem voz nem querer coletivo, se organizaram e se transformaram em lutadores por seus direitos e em amantes da igualdade, da fraternidade, da dignidade e da justiça. Milhares de brasileiros deserdados da terra, homens e mulheres; velhos, adultos, jovens e crianças; brancos, negros e índios, se irmanaram e, de mãos dadas, acreditaram que, juntos, poderiam mudar seu próprio destino. Enfrentando a onipotência dos poderosos, esta brava gente brasileira adquiriu raízes, identidade, experiência, sonhos e até o projeto de construir uma sociedade mais justa e igualitária. Com muita coragem e obstinação, estão ensinando aos brasileiros que a sua esperança de uma vida digna é a nossa luz no fim do túnel.

Heloísa Fernandes - socióloga, professora da Escola Nacional Florestan Fernandes e professora aposentada da Universidade de São Paulo.

Nas lutas sociais, preservar o que foi construído, avançar em períodos de dificuldades, recusar as imposições e os constrangimentos impostos por uma lógica destrutiva, não perder os sentidos e direções na busca por um novo modo de vida, em tudo e por tudo distinto da tragédia atual, é algo difícil de se manter e de se conquistar, mas é também imprescindível. O MST, em seus 25 anos, vem honrando com dignidade, força, altivez e pujança popular esta batalha. Caminhemos agora para os 50 anos! Vida longa ao MST.

Ricardo Antunes – professor do Departamento de Economia da Unicamp

25 anos de luta, de dignidade, de resgate daqueles que estariam morrendo à míngua e no anonimato no campo, para a cidadania, para a consciência social e política, mas principalmente, resgatar a esperança de um mundo melhor, com que o MST nos acostumou. Parabéns, trabalhadores, companheiros, militantes, vocês moram nos corações dos humanistas de todo o mundo.

Emir Sader - professor do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Hoje, a pressão pela reforma agrária não é uma bandeira exclusiva dos sem terra, porque o MST conseguiu fazer com que ela passasse a ser empunhada também por forças sociais e políticas importantes: CNBB; CUT; intelectuais e artistas progressistas; professores universitários e profissionais do setor agrário, agrupados na Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA); partidos políticos do espectro que vai do centro à esquerda. O MST é um movimento pacífico - apesar do esforço da mídia burguesa para colar nele o estigma da violência, os fatos demonstram o contrário. As ocupações de terra, outrora objeto de processos criminais, já foram reconhecidas pela justiça como atividades que não configuram ilícitos penais, porque representam, na verdade, pressões legítimas de famílias que necessitam um pedaço de terra para poder sobreviver. A opinião publica observa com simpatia o enorme esforço que o Movimento faz para educar as crianças, tanto nas terras ocupadas como nos assentamentos já legalizados, e para capacitar os adultos, a fim de que possam gerir eficientemente as unidades reformadas. Esse apoio dos setores democráticos da sociedade civil ao MST decorre da consciência do enorme serviço que a organização presta à consolidação da democracia brasileira, pois a esperança de conseguir um pedaço de terra é que está impedindo a ocorrência de gestos desesperados no meio rural.

Plinio de Arruda Sampaio - dirigente do PSOL, é presidente da Abra. Foi consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

Los que buscamos un mundo mejor tenemos sueños de dignidad que derrotan paulatina y cotidianamente a la pesadilla de la inequidad, la injusticia y la exclusión. El Movimiento Sin Tierras ha desempeñado un rol interpelador que permanentemente nos recordó durante estas décadas que la reivindicación de un elemento fundamental para la vida como lo es el lugar donde morar, el lugar donde vivir y el lugar donde morir, tiene coherencia no solo con derechos legales fundamentales sino con el sentido mismo de nuestra existencia. Mi valoración a una lucha constante y coherente que se ha multiplicado en la región y por sobre todo se proyecta hacia el futuro como el rumbo hacia una sociedad menos injusta y más solidaria. Feliz aniversario!

Fernando Lugo - Presidente do Paraguai

Companheiros e companheiras do MST: na verdade, eu gostaria que a festa fosse de celebrar a extinção do MST, pois o Brasil teria efetivado a reforma agrária, o latifúndio estaria extinto, a miséria erradicada, os acampamentos suprimidos, os assentamentos considerados prioridades por um governo avesso ao agronegócio. Assim, rogo ao Deus Libertador que não permita que haja comemoração dos 30, 40 ou 50 anos do MST, pois todos terão terra para trabalhar e viver neste país de dimensões continentais. Coragem e que a luta continue!

Frei Betto - escritor e frade dominicano

Por estar em Cuba, em viagem de trabalho, estou enviando essa mensagem de cumprimentos e de solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pelo seu aniversário de 25 anos. Nesse período, o MST se constituiu em um dos mais importantes movimentos sociais da história do Brasil. Sua contribuição para a conscientização dos trabalhadores rurais e de todo o povo brasileiro com respeito à necessidade de realização da reforma agrária e da instituição no Brasil de políticas que possam significar, de fato, a realização de justiça e a consecução dos anseios de igualdade, fraternidade e liberdade, tem sido fundamental. Ontem, dia 21/01, visitei a Escola Latino Americana de Medicina de Havana que fica no município de La Playa, ocasião em que mantive um diálogo de cerca de duas horas com aproximadamente 200 estudantes brasileiros. Dentre esses estavam alguns integrantes do MST do Rio Grande do Sul muito entusiasmados com a oportunidade de estudar Medicina. Assumi com eles o compromisso de me empenhar pela aprovação do Projeto de Lei que reconhece o diploma obtido por brasileiros pelo estudo de Medicina em Cuba, para que possam exercer sua profissão no Brasil. O abraço amigo.

Senador Eduardo Matarazzo Suplicy

O MST está fazendo 25 anos, se tomarmos como referência a sua data oficial de nascimento: o Primeiro Encontro Nacional realizado em Cascavel, no ano de 1984. Mas se considerarmos as primeiras lutas que deram origem ao MST e que aconteceram entre 1979 e 1983, nas regiões Sul, Sudeste e Centro – Oeste, o MST estaria completando 30 anos. Nestas três décadas, o MST tornou-se um dos movimentos camponeses mais conhecidos do mundo. Está organizado em 24 das 27 unidades da Federação e é um dos mais importantes protagonistas da luta pela terra e do desenvolvimento territorial do Brasil. O MST tornou as ocupações e os assentamentos em espaços e territórios de resistência ao modelo de desenvolvimento expropriador do agronegócio. A agricultura camponesa representa o mundo saudável, a comida - sem veneno - feita na hora. Já foi o tempo em que alguém ousava falar que o campesinato é parte de um mundo atrasado. Cada vez mais, as pesquisas têm demonstrado que o campesinato é parte do mundo moderno. Que além de produzir alimento saudável, luta também para que todos tenham direito à alimentação, defendendo a soberania alimentar. É esta idéia que nos faz compreender porque o MST é um movimento do futuro.

Bernardo Mançano Fernandes - Universidade Estadual Paulista – UNESP

Diferentemente do que insiste a grande imprensa e o pensamento político e jurídico dominante de criminalizar o MST, um balanço atento dos seus 25 anos indica que o mesmo condensa uma experiência de resistência e uma agenda propositiva no campo econômico-social, político, cultural e educacional. Agenda esta que pode superar o legado de uma classe dirigente que, ao longo do século XX , consolidou no Brasil um projeto de capitalismo dependente e uma das sociedades, ao mesmo tempo, que concentra riqueza e iníqua pobreza. No campo educação escolar, mas não só, como educador e pesquisador há 30 anos na área não tenho dúvida em afirma que o MST condensa a proposta mais avançada articulando cultura, experiência, trabalho e conhecimento na perspectiva da emancipação humana.

Gaudêncio Frigotto. UERJ/RJ - Educador

A existência do MST e sua luta é fundamental para que a Reforma Agrária no Brasil se concretize e a luta pela democracia avance. O MST nasceu no processo de democratização do Estado brasileiro e é um patrimônio de todos aqueles que lutam por um Brasil para todos os brasileiros. A luta pela terra não seria uma luta politizadora e de sentido transformador sem os valorosos companheiros do campo. Nós, militantes pela Reforma Urbana, que estamos organizados na CONAM, nos orgulhamos em ter os companheiros do MST como aliados estratégicos nas grandes lutas políticas em nosso país. O ano de 2009 coloca para o conjunto do povo brasileiro desafios a serem enfrentados. Temos a certeza de que o MST continuará a jogar papel preponderante nas lutas sociais de caráter transformador em nosso país. Parabéns pelos 25 anos de luta

Bartiria Lima da Costa - Presidenta da CONAM

Em Portugal, todos quantos lutam contra a ditadura de fachada democrática imposta ao povo acompanham com admiração o combate difícil e heróico do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil. Ao comemorar um quarto de século, o MST aparece-nos como um exemplo de tenacidade e coerência na batalha por uma Reforma Agrária que destrua o latifúndio improdutivo e permita que a Terra passe finalmente para as mãos dos camponeses que a trabalham, libertando-os de uma servidão secular.

Miguel Urbano Rodrigues - ex-deputado do Parlamento Europeu pelo Partido Comunista de Portugal

Nestes 25 anos, o MST ultrapassou fronteiras, constituindo-se no principal movimento social que resgatou as lutas históricas dos camponeses pobres e sem terra por reforma agrária e justiça social no Brasil.

Osvaldo Russo, ex-presidente do INCRA, diretor da ABRA e coordenador do Núcleo Agrário Nacional do PT

Nestes 25 anos do MST, foram assentadas mais de 370 mil famílias tendo o movimento a frente desta luta, contra o latifúndio. Se não fosse esta lutas, estas famílias iriam para os centros urbanos, ocupando as periferias e em muitos casos indo para criminalidade, pois não teriam nenhuma expectativa de vida. Em nosso assentamentos não temos nenhuma família passando fome ou criança fora da escola, por isto sempre desafiamos os que são contra a reforma agrária e ir visitar um assentamento e conhecer esta realidade. Me orgulho por participar desta luta desde a criação do MST.

Adão Pretto - Deputado Federal (PT)

A sociedade civil brasileira, assim como a correlação de forças políticas no campo, vivenciou nestes últimos 25 anos um processo de luta social no qual a qualidade da luta pela terra e na terra foi referência histórica para todos os movimentos sociais populares do campo e da cidade, não apenas devido à ousadia das ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, mas, sobretudo, pela desenvolvimento de uma renovada capacidade de formar politicamente um geração inteira de combatentes sociais nas e para as lutas de superação da sociedade de classes no Brasil. Precisamos de dois, mil, dez mil MSTs neste país e no mundo para que a chama da libertação seja constantemente avivada e possamos derrotar a concepção e prática de mundo capitalista.

Horacio Martins de Carvalho – agrônomo

Da raiz à luta,

Da flor ao fruto,

Do chão ao pão

No caminho da utopia,

Da noite ao novo dia!

Parabéns, pela esperança que semeiam em cada terra repartida coletivamente, pela revolução que brota de cada braço e coração construindo o sonho socialista na ameríndia! Sentir o pulsar forte e firme do MST passa pela terra indígena de Nonoai, passa pela encruzilhada natalina, passa pelo rio grande inacabado, passa pelo Brasil ainda dominado pelo latifúndio. Se a raiz profunda do MST, nasceu do conflito, da enganação política, da expulsão para beira da estrada, do sofrimento e da luta nasceu e está se ampliando a aliança no campo e de maneira especial com os povos indígenas. Ainda existe um longo e duro caminho para amanhecer. Mas a certeza que temos é o caminho e o horizonte que vai se avermelhando com o nascer do sol! Estava ao lado dos índios Kaingang e Guarani de Nonoai, naquele maio e julho de 1978, assim como,deste então,tenho estado ao lado da luta da terra e da justiça nesses 30 anos de mobilização e organização da esperança na partilha da terra e construção de um novo projeto político para o país.

Egon Heck - Cimi/MS

Nos últimos 25 anos, o MST tem pautado um dos problemas centrais do país: a desigualdade, em especial no que se refere ao acesso à terra. Sob essa perspectiva, tem sido um agente importante da democratização da nossa sociedade. Ao mesmo tempo, renovando sempre sua pauta, tem conseguido trazer a debate, além dos efeitos da concentração fundiária, questões chaves, tais como o controle da produção de sementes por grandes empresas transnacionais, os riscos da transgenia, a desnacionalização da propriedade da terra, entre outros. Merece ainda destaque o esforço educacional, que vem qualificando trabalhadores para participar como sujeitos dos debates políticos e da transformação da sociedade onde vivem.

Leonilde Servolo de Medeiros - Professora do Programa de Pós-graduação de C. Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Os 25 anos do MST devem ser celebrados como ele merece. Ponta de lança na luta pela transformação da sociedade, o movimento desde o início confrontou a pior das iniqüidades de nosso país, onde elas não faltam, e que é a iniqüidade do acesso à terra. São 25 anos de lutas incessantes, de sacrifícios, de conquistas e de vitórias extraordinárias. O MST tornou-se um exemplo para o mundo e seu prestígio é reconhecido em toda parte. Saúdo a todos e comemoro o aniversário.

Walnice Nogueira Galvão, escritora e editora

Chegar aos 25 anos de marcha e caminhada dos pobres da terra é já um marco da memória social do continente. ousar caminhar, ousar se mover e mover a história é o que regula a pisada e o tamanho do passo. Para todos do nosso movimento: esperança, desejo, utopia, horizonte e fartura de vida na terra. um grande e comovido abraço.

Adelaide Gonçalves - Historiadora e Professora da Universidade Federal do Ceará

Quantos momentos de educação e de cidadania eu poderia relembrar para celebrarmos juntos os 25 anos do MST e agradecer suas lições... Mas vou recordar alguns ensinamentos que recebi com o testemunho de uma grande liderança do MST, Roseli de Oliveira. a Rose, da Fazenda Anoni, a Rose do filme Terra para Rose. A ocupação da Fazenda Anoni estava para acontecer. Também o filho de Rose estava para nascer no final de outubro de 1985. Nas reuniões de preparação, lá com as vizinhas e vizinhos do Município de Rondinha, Rose confiava às amigas a pressão que estava sofrendo sobre os riscos que poderia acontecer ao nenê - o que a deixava em dúvida de ir junto ou logo depois do nascimento do nenê para ocupação. As vizinhas então

responderam a Rose: "Ah Rose se você não vai - nós também não vamos". Rose, então, não vacilou e junto com o marido, filhos e suas vizinhas partiu para Sarandi para transformar o latifúndio da Fazenda Anoni em terra de produção de fartura e dignidade. Uma vez cortada a cerca da propriedade improdutiva Rose entrou em trabalho de parto e lá no Hospital de Passo Fundo com o nenê no colo decidiu que também filho deveria ser tratado com responsabilidade comunitária e não como propriedade particular. Então pediu que os 16 núcleos do Acampamento da Fazenda Anoni opinassem o nome do seu filho. E assim o menino recebeu o nome de Marco (o primeiro marco nascido no acampamento) Sepé Tiaraju - em homenagem ao primeiro mártir da reforma agrária no Rio

Grande do Sul. Em 1987 os agricultores de todo o país encontravam-se endivididados com os Bancos. Muitas mobilizações se espalharam no país. Rose colocou-se ao lado dos pequenos agricultores para que eles não viessem a ser também trabalhadores sem terra. Foi numa mobilização de agricultores que Rose e outros dois sindicalistas foram mortos no Município de Sarandi. A grandeza do Movimento está alicerçada em ações de brava gente como foi Rose e como são os companheiros e companheiras do MST. Sou uma aprendiz do projeto vivido nas várias Escolas de Vida do MST. Parabéns.

Sueli Bellato – comissão de Anistia do Ministério da Justiça

O MST mostrou, desde o seu nascimento, que é possível lutarmos e construirmos uma sociedade radicalmente humana e igualitária;que é possível atuarmos, em todos os âmbitos da vida em sociedade, pautados pelos melhores valores surgidos ao longo da história humana, constituídos por religiões, por correntes filosóficas e por povos lutadores em busca da dignidade; que é possível tornar a prática da solidariedade, desde a interpessoal até a internacional, a essência mesma das nossas relações humanas, sociais, econômicas e políticas; que é possível mantermos sempre no nosso horizonte a perspectiva de uma sociedade livre e socialista e atuarmos, a cada dia e a cada minuto, de maneira coerente na construção compartilhada deste sonho coletivo. Posso afirmar que, desde antes de 1984, o MST mudou a minha vida, das gerações que vieram desde então e do próprio povo brasileiro. Desde quando a quarta fralda foi colocada na cruz da Encruzilhada Natalino, em 1979, foi selada uma ampla aliança histórica pela transformação radical da sociedade brasileira, pelo fim definitivo dos sofrimentos de nosso povo, dos povos latino-americanos e do Terceiro Mundo. O MST segue atuando como exemplo maior desta aliança estratégica. Estamos e estaremos sempre juntos, cotidianamente, na busca determinada pela realização deste sonho de todos nós.

Paulo Maldos - assessor político do CIMI (Conselho Indigenista Missionário)

São 25 de luta, de vitórias, de derrotas. É assim a vida!!! O saldo é altamente positivo. É olhar e ver a organização da luta, seus resultados, o aumento do nível de consciência ... Cada nova ocupação é imediatamente acompanhada pela nova escola, tendo na formação um de seus pontos principais. Quem sabe disso, quem lê isso na grande imprensa? E ainda assim o MST avança, a Reforma Agrária avança, a luta avança para construir uma sociedade mais justa, fraterna, humana, onde o homem/mulher seja irmão um do outro e não seu empregado.

Longa vida ao MST.

Raymundo Oliveira - ex-deputado estadual pelo MDB-RJ, ex-presidente do Clube de Engenharia e professor da UFRJ

Parabéns pela luta pela reforma agrária e pela luta contra o neoliberalismo, contra as privatizações, pela retomada da Vale do Rio Doce, por um novo modelo econômico no Brasil e por uma nova ordem mundial.

Clair da Flora Martins, advogada, ex-deputada federal, é presidente do Instituto Reage Brasil

Meus caros amigos e companheiros de lutas, feliz do país que, em um mundo em que todos buscam a volúpia e o equívoco da vida na cidade, especialmente nas pobres e grandes metrópoles, tem um movimento sério no sentido contrário, de volta ao campo. Coisa rara nesse mundo das hegemonias vorazes. PARABÉNS E VIDA LONGA AO MST. CADA VEZ MAIS SUCESSO EM SUAS DURAS LUTAS. POIS ELAS CONTINUAM, COMPANHEIROS!
Abraço,

Maria Adélia de Souza
Professora Titular de Geografia Humana da USP

Tenho com o MST, e com os primórdios do MST, há mais de 25 anos, uma relação de admiração e
compromisso, que continua até hoje. Transmitam aos companheiros e companheiras do MST, que
ao longo deste quarto de século, com sacrifícios pessoais e coletivos dificilmente quantificáveis, mantiveram alta a bandeira da luta pela terra, associada à luta pelo socialismo, à luta pela libertação de toda a classe trabalhadora, à luta pela soberania do nosso país, os meus parabéns
por esta epopéia que é a história do MST até os dias de hoje. E acrescento os votos de que a luta do MST continui com o mesmo vigor e a mesma determinação, fortalecendo cada vez mais, ideologica e organizativamente, a luta dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil pela liberdade, pelo socialismo.
Um grande abraço,

Claus Germer
Prof. da UFPR

O saudoso Carlito Maia, com seu extraordinário senso de humor, já dizia que no futuro os estudiosos do atual período histórico vão perceber com clareza e afirmar com convicção que o século XXI, na história brasileira, vai ser o século da luta entre os sem terra e os sem vergonha.
Um abraço ao MST.

Leandro Konder, filosofo, PUC-RJ

companheiros, são vocês os responsáveis pela esperança de tantos. Parabéns e a luta continua.

Tutuca (açao da cidadania de Barbacena)

A questão agrária no Brasil — onde se apresenta um forte predomínio do monopólio da terra, de grandes áreas improdutivas e com a presença de gigantescas empresas monopolistas nacionais e estrangeiras — sobre os quais se desenvolveu o capitalismo no campo, é muito importante o papel que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, nestes seus 25 anos de atividade desenvolveu e desenvolve, no sentido da mobilização dos que na terra queiram trabalhar. Ao lado dessa ação permanente, o MST também se destaca no caminho da unificação dos movimentos sociais no país e em toda a América Latina, pela soberania nacional, pela Reforma Agrária por uma verdadeira alternativa civilizacional avançada em nossa terra.

Renato Rabelo, presidente do Partido Comunista do Brasil

Nestes 25 anos, muros caíram e se ergueram. A expansão capitalista – e, com ela, a crise – ganhou o planeta. Mas resistências surgiram contra a exploração e a dominação de classe; a opressão de gênero; a degradação ambiental; a opressão nacional; em defesa da cultura; por novas formas de internacionalismo; por métodos de luta e organização que aprofundem a participação popular na política. Em tempos difíceis, o MST, atuando nestas múltiplas frentes, ousou, acertou muito e – o que é melhor – em boa companhia: com os que nada têm a perder a não ser os grilhões que os arrastam – e com eles a humanidade – para a barbárie. Mais do que parabéns, a solidariedade ativa.

Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida - PUC-SP

São 25 de luta, de vitórias, de derrotas. É assim a vida!!! O saldo é altamente positivo. É olhar e ver a organização da luta, seus resultados, o aumento do nível de consciência ... Cada nova ocupação é imediatamente acompanhada pela nova escola, tendo na formação um de seus pontos principais. Quem sabe disso, quem lê isso na grande imprensa? E ainda assim o MST avança, a Reforma Agrária avança, a luta avança para construir uma sociedade mais justa, fraterna, humana, onde o homem/mulher seja irmão um do outro e não seu empregado. Longa vida ao MST.

Raymundo de Oliveira
Sociedade de engenharia do Rio de Janeiro

Na década de 80 surge o MST. Ideologia laica, mas que soube compreender e acolher os que vinham de matriz religiosa. O MST, nesse sentido, é uma síntese da história da luta camponesa no Brasil. Influenciou a formação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC) e outros. A chave histórica do MST é a “ocupação de terras”. As 370 mil famílias assentadas em 7,5 milhões de hectares é uma conquista gigantesca em qualquer país do mundo. Cada ocupação vale mais que marchas, manifestações, discursos e outras formas de marcar presença na sociedade. Só ela mexe com o coração do capital. Todas as outras ganham sentido quando essa existe. O futuro do MST depende também da sabedoria de seus dirigentes. A luta pela terra não morreu. Basta olhar para índios, quilombolas e comunidades tradicionais. É no campo que está o confronto com o grande capital em todo o mundo: alimentos, energia, biodiversidade, água, solos, territórios, enfim, todos os bens naturais estão em seu último estágio de apropriação privada. Essas vítimas históricas dos saqueadores de riquezas, territórios e do capital moderno dizem que a história continua. Na luta pela terra está o futuro do MST. Vida longa a esses lutadores brasileiros.

Roberto Malvezzi (Gogó) - Membro da coordenação nacional da CPT

O Brasil deve a vocês a participação decisiva no processo de construção da democracia, seja pelo movimento se constituir em canal de organização social e política dos camponeses e dos pobres do país, seja pelos avanços na democratização da terra ou pela conquista da cidadania de milhões de brasileiros. Aprendi com o Movimento que nada se conquista sem luta e que para lutar é preciso ter sonhos, senso de justiça, valores solidários e humanistas, além de muita determinação. E que a vitória está nas pequenas-grandes conquistas, que se expressam na construção da consciência em sua militância, mas também no despertar para a solidariedade na sociedade brasileira como um todo; nos gestos simbólicos, como o ostentar da bandeira do movimento por um militante, mas também nas grandes caminhadas com as quais se busca mobilizar o país para suas causas. Aprendi, enfim, que a vitória está nessa caminhada, pois mesmo se um dia tivermos alcançado progressos satisfatórios com relação à democratização da terra, ainda assim a mobilização será necessária para lutarmos contra outras injustiças que caracterizam nossa sociedade. Sinto-me parte constitutiva da história do Movimento. Sentimento que me faz ter orgulho da nossa história.
Ao MST deixo o meu agradecimento por tudo que fizeram e por tudo que ainda irão fazer por nosso país.

Rogério Sottili
Secretário Adjunto
Secretaria Especial dos Direitos Humanos

Les envío un saludo cordial por los 25 años del MST. La lucha de ustedes es vital para consolidar el logro de mejores condiciones de vida para el pueblo Brasileño y son ejemplo para la region y el mundo que en ese proceso no vale las claudicaciones y si la coherencia, la firmeza y el conocimiento para poder disernir que aunque tengamos en la región gobiernos con tendencia más progresistas existen contradicciones, que no permiten llegar aún a la solución de los grandes problemas; como la pobreza, la exclusión social, la estructura de tenencia de las tierras, soberanía alimentaria, soberanía energética, las asimetrías en la integración entre otros. La solidaridad activa que realizan en favor de los pueblos es la clave para lograr la unidad de los sectores sociales y populares que nos permita llegar a la justicia social y una verdadera integración humanista. En ese sentido estamos orgullosos de ustedes por el apoyo permanernte al pueblo paraguayo en relación a los planteamientos en Itaipú, que es muy valorada por las organizaciones sociales y populares del Paraguay y con mucho destaque en los medios masivos de comunicación. Estamos seguros que esta acción será determinante para llegar a un buen acuerdo para beneficio de nuestros paises. Saludos fraternales.

Roberto Colmán, Miembro de la Conducción Nacional del Frente Social y Popular - FSP

Ao lado de companheiros e companheiras do Brasil e do mundo inteiro, envio minhas felicitações ao MST por ocasião dos seus 25 anos existência. Um quarto de século de luta contínua e incansável. Para mim é motivo de orgulho e uma honra fazer parte, ainda que de forma bem modesta, mas com apoio incondicional, desta organização responsável por transformar o sonho de homens como Florestan Fernandes em uma realidade concreta e palpável. Em tempos de barbárie e crise globalizada resultante da inversão dos valores humanitários, quando palavras como solidariedade estão sendo arrancandas dos dicionários, o MST representa uma centelha que ilumina e reacende a esperança de milhares de pessoas ao redor do planeta. Parabéns e um grande abraço.

Marcia Camargos

Sigo pensando en que tenemos mucho que aprender del Movimiento de los Sin Tierra, de su espíritu de lucha y su mística, de la seriedad con se toma la formación ideológica; de su solidaridad con los movimientos campesinos y revolucionarios del mundo. Se que la lucha no es fácil en Brasil, pero tengo confianza en que los compañeros y compañeras que militan en el MST nunca claudicarán por difícil que sea el camino. Un abrazo fraterno lleno de sueños y esperanzas a todas y todos.

Marta Harnecker - Centro Internacional Miranda

Parabéns pelos 25 de vida do MST! São 25 anos de lutas, vitórias e sonhos. São 25 anos marcados pela certeza que a terra pode e deve ser partilhada, repartida, socializada e tornar-se lugar onde se produza a vida e o alimento sagrado de cada dia. Mas os 25 anos são também um período onde o MST fez os pobres sonharem com um mundo melhor e acreditar que é possível construir um mundo diferente deste que está aí: um mundo com as marcas da justiça, da fraternidade e da beleza.
Que os próximos anos que se seguem sejam a continuação desta caminhada! Que Deus abençoe os trabalhadores e trabalhadoras sem terra e também os sem-terrinha! Um abraço fraterno.

Frei Ildo Perondi - Londrina - PR

Sinto-me honrada por conhecer, respeitar, acompanhar e apoiar os passos deste Movimento que, ao longo de toda sua existência, vem servindo de exemplo de determinação, fé e fraternidade na trajetória dos que querem transformar em realidade o sonho de um país onde os campos e as cidades sejam socialmente justos. Viver para ver os 25 anos de luta do movimento social mais sólido e mais ativo dos últimos tempos no país é assistir à consolidação da voz popular de gente que persiste e acredita em uma sociedade organizada e movida de modo, verdadeiramente, democrático. Tenho acompanhado de perto, por todos esses anos, as muitas conquistas do MST. Saúdo hoje, com alegria, o 25º aniversário do grupo que chega à sua juventude sem perder o foco e sem abrir mão de seus ideais, apesar de muitas vezes ser alvo de criminalizações pela imprensa, pelo poderio econômico ou mesmo pela elite política.Eu e toda a equipe da CESE renovamos nosso compromisso histórico com o Movimento em suas lutas que contribuem para a radicalização da democracia. Parabenizamos as companheiras e os companheiros, ao tempo em que manifestamos nosso orgulho em fazer parte dessa rede emancipatória. Viva a Reforma Agrária! Vida longa ao MST!

Eliana Rolemberg - Diretora Executiva da CESE

O que seria do Brasil sem vinte e cinco anos de MST?
Nos ajudou a nunca esquecer que 500 anos da colonização não foram suficientes para que os direitos das pessoas e dos grupos sociais do andar de baixo fossem reconhecidos, a nos lembrar que os Senhores de escravos continuam agindo impunemente entre nós; tornou visíveis as lutas, as conquistas e as esperanças passadas e presentes dos que a história oficial ignora e com isso nos deu fé no futuro; nos ajudou a acreditar que, sim, um outro Brasil e um outro mundo são possíveis.
Muito obrigado a todas e todos seus membros.

Jean Pierre Leroy, Fase

El equipo de Fratelli dell'Uomo se une a ustedes en las celebraciones de sus 25 años.
Y les comunica que se acerca otro aniversario... Nosotros cumplimos 40 años este el proximo 28 de abril.... Quisiera pedirles un favor: que cuando tengan un momento de tiempo alguien de usedes nos mande un breve mensaje que podamos traducir y poner en nuestra publicaciòn periodica (y utilizar eventualmente en algun evento). Pocas lineas, como lo que se manda a un amigo que cumple años... Les agradezco desde ya. Un abrazo.

Rodolfo Canciani

A marca do MST nesses 25 anos de vida é maior do que a luta pela Reforma Agrária, tão urgente e necessária. É a marca da luta pela igualdade de direitos para todos, por uma sociedade mais justa e fraterna. Tenham a UNE, a UBES e os estudantes brasileiros como grandes aliados nesta batalha! Que esses 25 anos sejam comemorados com muitas lutas unitárias nas ruas! Viva a luta pela Reforma Agrária! Viva o MST!

Lúcia Stumpf - presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE)

Ao lado de companheiros e companheiras do Brasil e do mundo inteiro, envio minhas felicitações ao MST por ocasião dos seus 25 anos existência. Um quarto de século de luta contínua e incansável. Para mim é motivo de orgulho e uma honra fazer parte, ainda que de forma bem modesta, mas com apoio incondicional, desta organização responsável por transformar o sonho de homens como Florestan Fernandes em uma realidade concreta e palpável. Em tempos de barbárie e crise globalizada resultante da inversão dos valores humanitários, quando palavras como solidariedade estão sendo arrancandas dos dicionários, o MST representa uma centelha que ilumina e reacende a esperança de milhares de pessoas ao redor do planeta. Parabéns e um grande abraço,

Marcia Camargos

Pela passagen do 25º aniversário de fundação do MST, através da mediação de sua pessoa, quero parabenizar esse movimento fantástico e teimoso que tantas lições nos deu nesses 25 anos. Devo dizer que, em minha opção de vida, muitas lições e ajudas recebi desse movimento. Daí meu reconhecimento modesto e sincero. Em frente sempre, teimosamente! Abraços.

Pe. Tedesco

La esencia y la razón de ser del campesino es la madre tierra, aquella que desde épocas inmemorables nos la han arrebatado, nos la han saqueado, nos la han maltratado, nos la han herido de muerte, madre tierra que luchamos, que peleamos, que defendemos que amamos.
En estas fechas al cumplirse los 25 años de existencia y resistencia del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra del Brasil, conformado por hombres y mujeres que sueñan y luchan por la vida digna, por la reforma agraria, por la soberanía alimentaria, por un mundo justo e igualitario. Hombres y mujeres que muchos de ellos y de ellas han ofrendado su vida, y su libertad en la búsqueda de sus ideales. Hombres y mujeres que han implementado en la práctica el sentido de la solidaridad, el internacionalismo de la lucha campesina sembrando la esperanza para los habitantes del campo y ciudades del Brasil y del mundo. Hoy hacemos un reconocimiento público a Ustedes compañeros y compañeras militantes del MST Brasil, que luchan y se fortalecen en el proceso organizativo, sin inclinar su frente ni claudicar en su lucha por la libertad con dignidad. Hacemos un reconocimiento público y rendimos un sincero homenaje a esos compañeros y compañeras que han ofrendado valientemente su vida en la búsqueda del mundo soñado. Ratificamos nuestro compromiso de continuar con Ustedes sembrando los caminos de justicia y dignidad, en la defensa y recuperación de la madre tierra, la soberanía alimentaria y los derechos de los campesinos afrodescendientes e indígenas de nuestra América y el mundo.

Los y las alentamos a continuar adelante marcando el camino y construyendo unidad en la construcción del nuevo modelo de sociedad para el mundo.

Feliz 25 años compañeros y compañeras hombres y mujeres del MST.

Coordinador Nacional Agrario de Colombia C.N.A

Asociación campesina de Antioquia ACA
Asociación campesina de Inzá Tierradentro.
Asociación de agricultores del centro del valle ASOAGROS
Asociación de pequeños y medianos productores del oriente antioqueño ASOPROA.
Asociación Departamental de Usuarios Campesinos de Arauca ADUC.
Asociación Vía Sumapáz Cundinamarca.
Comité de integración de macizo colombiano CIMA.
Comité de Integración social del Catatumbo CISCA.
Coordinador Regional Agrario de Nariño
Federación Agrominera del Sur de Bolívar FEDEAGROMISBOL.
Movimiento Campesino de Cajibío. MCC
Proceso Tiendas Cooperativas del Tolima.
Instituto nacional sindical INS.

Parabéns MST, pelos 25 anos de luta! A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) parabeniza o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pelos 25 anos de luta pela Reforma Agrária e por um Brasil livre e soberano. Não é possível falar de desenvolvimento nacional sem a realização de uma ampla Reforma Agrária, que possibilite o acesso à terra a milhões de camponeses e que organize a produção agrícola com base na soberania nacional e no combate aos monopólios. Estamos seguros que a luta do MST representa esse anseio, que é de todo o povo brasileiro.

Executiva Nacional da CGTB

É com imensa satisfação que a comunidade autônoma Utopia e Luta-MNLM, através dos companheiros participantes das comemorações dos 25 anos de luta do MST, declara o total apoio e disposição em colaborar desde nossa base urbana na consolidação necessária da unidade programática e estratégica campo-cidade. Duas realidades aparentemente distantes pelas determinações de seus meios geográficos naturais e culturais,mas profundamente inseparável na relação sócio econômica,ambiental e ideológica. Estamos dispostos a trabalhar desde nossa complexidade urbana, onde acham-se concentrados os poderes da desinformação, o consumismo e a oligarquia financeira neoliberal. Trabalharemos pela reivindicação constante e soberana na importância de consolidar a vital reforma agrária sustentável e revolucionária. Como também alertas ao chamado dos companheiros na defesa de nossa soberania econômica, ante a profunda crise atual e seus efeitos. Parabéns por existir. Para todos nós.

Coordenação Utopia e Luta - MNLM

Em nome do Núcleo Agrário da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, saúdo o MST pela realização do 13º Encontro Nacional do Movimento, que coincide com a comemoração dos seus 25 anos de lutas e conquistas em favor da democracia e da justiça social no Brasil. Muito nos honra que desde as legislaturas após a promulgação da atual Constituição do país, o MST se mantenha como um aliado de todas as horas e mesmo um protagonista da história do Núcleo Agrário. Quero ressaltar que em pouco tempo de existência o MST já marcou positivamente a história contemporânea do Brasil. Não exclusivamente pelas lutas sociais em torno da reforma agrária, mas pelo exemplo de organização popular educadora e transformadora que inclusive ultrapassou as fronteiras do país tecendo laços de solidariedade entre as populações deserdadas em várias partes do mundo. Saibam as companheiras e os companheiros, que continuarão a contar com o apoio incondicional, não apenas do Núcleo Agrário, mas certamente de todas as instâncias do Partido dos Trabalhadores, contra as ações da extrema direita que permanentemente conspiram, sem êxito, pela criminalização e a destruição do MST. A realização do 13º Encontro Nacional do MST, neste momento de crise terminal do neoliberalismo constitui oportunidade histórica para as reflexões da companheirada acerca do papel da reforma agrária para um novo projeto econômico e de sociedade para o Brasil. Sucesso no evento e êxito na definição das novas táticas e estratégias do Movimento!

Deputado Beto Faro – Coordenador do Núcleo Agrário Bancada Federal do PT

Muito obrigado pelo convite para a comemoração em Sarandi, RS, dos 25 anos do MST. Achei muito feliz a iniciativa da escolha do lugar simbólico para esta celebração. Acredito que este espaço e este tempo serão fonte de vida nova para a caminhada do movimento na atual conjuntura brasileira. Estou em comunhão com vocês. Abraços solidários.

Dom Tomás Balduíno – Bispo CPT

Referente obligado es el MST para las luchas latinoamericanas. Nos obliga a seguir pensando, soñando y actuando en la construcción de otro mundo, en el que el trabajo sea motivo de orgullo y dignidad. Felicidades.

Ramiro Serna Castillo
Presidente Consejo Estatal
Partido de la Revolución Democrática
Baja California Sur, México

As cercas
Crescem com o dia
Demarcam
A imensidão
Do latifúndio
E calam
O murmúrio
Das sementes

Nas madrugadas
O camponês
Arma o coração
Da derrubada

O arame farpado
Não deterá jamais
O grito
Da aurora
Ocupada!

Carlos Pronzato

Neste importante momento em que são celebrados 25 anos de lutas, martírios, dores, alegrias, conquistas e de muitas esperanças semeadas pelo MST quero, em meu nome e em nome do Conselho Indigenista Missionário, expressar nossa admiração e compromisso com os lutadores e lutadoras deste insubstituível movimento de vida. Ao mesmo tempo expresso preocupação com relação ao Brasil que se desenha para o futuro e que está sendo gerenciado no presente, um Brasil centrado numa visão economicista, desenvolvimentista e concentrador (ainda mais) de terra, renda e poder. Serão necessários ainda grandes esforços para reverter esta estrutura, serão necessários outros movimentos, outros partidos, outros sindicatos, mais comprometidos e enraizados na terra, no chão da vida e no cotidiano daqueles que sofrem e clamam por seus direitos. Parabéns e irmanados na reforma agrária, na luta dos Povos Indígenas pela demarcação e garantia das suas terras seguiremos andantes, esperançosos e abraçados na construção do outro mundo possível.

Roberto Antonio Liebgott - Vice-Presidente do Cimi

Na oportunidade em que agradeço a atenção pelo envio dos informes abaixos quero parabenizar o MST por estes vinte e cinco anos de luta, vitórias e conquistas. Nestes últimos vinte e cinco anos o Brasil só tem a agradecer a ação desenvolvida pelo MST, no combate ao latifundio, a pobreza e á desigualdade social e econômica. Depois de tantas lutas e tantos líderes que sacrificarm suas vidas em defesa da terra e por uma reforma agária sob controle dos trabalhadores, desde os primeiros movimentos camponeses, dos Quilombos, Canudos, das Ligas Camponesas e tantos outros, esperamos construir um Brasil onde a terra seja para quem dela necessita e nela trabalha. E o MST é o caminho para a construção desse projeto. As elites e a burguesia temem o MST porque êle significa luta, poder, democracia, socialismo, meio ambiente, direitos humanos, luta pela pazl, liberdades democráticas e principalmente participação politica . Mas tudo a custa de muita luta, suor e sangue. Como maior movimento de massa desse país sei que se preciso for o MST continuará a luta por mais vinte e cinco anos, no entanto espero que o atendimento de suas reivindicações não chegue a tanto tempo , gostaria de comemorar o fim dessa angustia. Contem com um velho companheiro de luta, para ' OCUPAR, RESISTIR E PRODUZIR '

Acilino Ribeiro - Advogado, Ex-Superintendente do Incra-PI e ex-Presidente do Interpi (Instituto de Terras do Piauí). Coordenador Nacional do MDD - Movimento Democracia Direta

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