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MST realiza manifestação em apoio à Venezuela no Recife

29 de julho de 2010

Da Página do MST

As 800 famílias Sem Terra que se encontram acampadas na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) do Recife desde o último domingo (25), realizaram hoje (29) uma manifestação de apoio ao governo e ao povo venezuelano, em frente à embaixada dos Estados Unidos.

O protesto foi contra as ameaças de um ataque militar pela Colômbia e os Estados Unidos à Venezuela e a política imperialista, militarista e expansionista destes países na América Latina.

Os Sem Terra deixaram a sede do INCRA às 13h30 e saíram em marcha em direção à embaixada dos Estados Unidos. Depois da manifestação os trabalhadores rurais retornaram ao INCRA onde continuam acampados até que sejam realizadas as negociações com o Presidente Nacional do INCRA, que chegará ao Recife amanhã de Brasília para encontro com o MST.

Nota em apoio ao Governo e ao Povo Venezuelano

O Governo e o Povo da Venezuela são, mais uma vez, o alvo da política de expansão militarista dos Estados Unidos na America Latina.

Dessa vez, a ameaça veio através do Presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, fiel aliado dos Estados Unidos. Na sessão extraordinária na Organização dos Estados Americanos (OEA), no último dia 22 de julho, o governo da Colômbia acusou a Venezuela de apoiar "terroristas" e dar refúgio a "acampamentos terroristas" em território venezuelano, e deu um "ultimato" de "30 dias" para que a Venezuela permita uma "intervenção internacional" em seu território.

Sabemos que essa é apenas uma desculpa para justificar um ataque militar à Venezuela e promover um segundo golpe para a derrubada do Governo Venezuelano e do Presidente Hugo Chávez, considerado pelo Departamento de Inteligência dos Estados Unidos como "líder anti-estadunidense" na região.

Em outubro de 2009, a Colômbia e os Estados Unidos assinaram um acordo militar que autorizou Washington a ocupar sete bases militares e o uso de todo o território colombiano para executar suas missões militares. Uma das bases assinaladas no acordo –Palanquero - foi citada em um documento da Força Aérea dos Estados Unidos, em maio de 2009, como necessária para "conduzir operações militares de amplo espectro" por todo o continente para combater "a ameaça de governos anti-estadunidenses" na região.

A política estadunidense na America Latina evidencia que está sendo preparando um conflito sério, perigoso e não justificado contra a Venezuela, um país com uma democracia vibrante e as maiores reservas de petróleo do mundo. E que essa ameaça se estende a todos os governos democráticos e soberanos da América Latina, que, ao contrario do Governo Colombiano, não aceitam mais ser o “quintal dos Estados Unidos”, se submetendo ao domínio político e econômico do governo estadunidense.

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