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Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

Início » Especiais e Campanhas » Jornada pela Soberania Alimentar 2008

Mulheres do campo denunciam política agroindustrial da Bayer no Rio

Da Agência Petroleira de Notícias

Mais de 300 integrantes da Via Campesina realizaram manifestação, na tarde dessa quinta, em frente à sede da transnacional Bayer, em Belford Roxo. A atividade foi organizada pelas trabalhadoras do campo que denunciam o modelo de agricultura industrial controlado por grandes empresas multinacionais. Os manifestantes responsabilizaram essa política pela elevação do preço dos alimentos e pelo crescimento de famintos no mundo.

A Bayer produz agrotóxicos e sementes transgênicos de milho que degradam o meio ambiente e prejudicam a saúde. A Via Campesina, em contraposição, defende a reforma agrária e uma política de apoio à agricultura familiar. Essa manifestação faz parte da Jornada de luta contra a elevação do preço dos alimentos e pela soberania alimentar que acontece em diversos locais do globo e em muitas cidades brasileiras.

- A Bayer é uma transnacional que domina grande parte das sementes e agrotóxicos comercializados no país. É combatendo a produção de veneno que nós fazemos essa manifestação como um contraponto. Queremos propor uma outra lógica de relação do homem com o campo. Defendemos a agroecologia. A Bayer é uma transnacional que monopoliza a produção de sementes, usa os venenosos agrotóxicos, rouba nossas riquezas e explora os trabalhadores brasileiros. Fizemos esse ato aqui pois a Bayer representa tudo que combatemos – conta Eliana Souza, direção estadual do MST.

Aos gritos de “se é Bayer, não é bom” os manifestantes de diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro se concentraram a partir das 16h na praça Eliaquim Batista, no centro de Belford Roxo, e seguiram em passeata até a sede da Bayer. Desde a entrada da cidade, os ônibus da Via Campesina foram escoltados pela polícia. O tensionamento aumentou quando os manifestantes forçaram para realizar o ato em frente a transnacional.

"É na rua lutando que combateremos as injustiças desse mundo. Nada termina agora. Essa é só mais uma das tantas mobilizações que nós vamos seguir fazendo pelo mundo", concluiu Eliana do MST.

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