Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes
Da Agência Petroleira de Notícias
Mais de 300 integrantes da Via Campesina realizaram manifestação, na tarde dessa quinta, em frente à sede da transnacional Bayer, em Belford Roxo. A atividade foi organizada pelas trabalhadoras do campo que denunciam o modelo de agricultura industrial controlado por grandes empresas multinacionais. Os manifestantes responsabilizaram essa política pela elevação do preço dos alimentos e pelo crescimento de famintos no mundo.
A Bayer produz agrotóxicos e sementes transgênicos de milho que degradam o meio ambiente e prejudicam a saúde. A Via Campesina, em contraposição, defende a reforma agrária e uma política de apoio à agricultura familiar. Essa manifestação faz parte da Jornada de luta contra a elevação do preço dos alimentos e pela soberania alimentar que acontece em diversos locais do globo e em muitas cidades brasileiras.
- A Bayer é uma transnacional que domina grande parte das sementes e agrotóxicos comercializados no país. É combatendo a produção de veneno que nós fazemos essa manifestação como um contraponto. Queremos propor uma outra lógica de relação do homem com o campo. Defendemos a agroecologia. A Bayer é uma transnacional que monopoliza a produção de sementes, usa os venenosos agrotóxicos, rouba nossas riquezas e explora os trabalhadores brasileiros. Fizemos esse ato aqui pois a Bayer representa tudo que combatemos – conta Eliana Souza, direção estadual do MST.
Aos gritos de “se é Bayer, não é bom” os manifestantes de diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro se concentraram a partir das 16h na praça Eliaquim Batista, no centro de Belford Roxo, e seguiram em passeata até a sede da Bayer. Desde a entrada da cidade, os ônibus da Via Campesina foram escoltados pela polícia. O tensionamento aumentou quando os manifestantes forçaram para realizar o ato em frente a transnacional.
"É na rua lutando que combateremos as injustiças desse mundo. Nada termina agora. Essa é só mais uma das tantas mobilizações que nós vamos seguir fazendo pelo mundo", concluiu Eliana do MST.
