Trabalhadores urbanos e rurais realizam neste momento (16/10) protesto em frente ao Supermercado Nacional, da rede Wall-Mart, na Rua da República, no bairro da Cidade Baixa, em Porto Alegre.
Os movimentos sociais e sindicais denunciam que grandes transnacionais como a Wall-Mart, Bunge e Cargill são responsáveis pelo aumento dos preços dos alimentos, através da especulação financeira. Nos últimos meses, estas empresas tem especulado nas bolsas de commoditties (alimentos padronizados como mercadoria), inflacionando o preço de produtos básicos como arroz e
feijão. Os preços dos principais grãos: trigo, milho, arroz e soja, em média duplicaram o preço (em dólar) no mercado internacional entre a safra de 2006 até hoje.
Além disso, o avanço do plantio de oleaginosas e cana-de-açúcar para produção de combustíveis, como etanol e biodiesel, tem substituído as plantações para alimentos, reduzindo a oferta e aumentando os preços.
Somente no estado de São Paulo, nos últimos dois anos, a cana-de-açúcar passou a ocupar, em média, 100 mil hectares que anteriormente eram destinados ao plantio de feijão.
Os movimentos exigem políticas de soberania alimentar, ou seja, que a produção agrícola do país seja voltada para alimentar a população e não para especulação ou para combustíveis. Entre as medidas para garantir a segurança e a soberania alimentar, estão o apoio à agricultura familiar e
ao mercado interno e a realização efetiva de reforma agrária.
Ainda pela manhã, os trabalhadores participam de um Seminário sobre a Crise dos Alimentos na Igreja da Pompéia, na região central, e à tarde da 13ª Marcha dos Sem.
->Confira também outras ações no Especial sobre o Dia Internacional de Luta pela Soberania Alimentar