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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

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Assentados são ameaçados de despejo no Rio Grande do Sul

6 de julho de 2010


Da Página do MST

Vinte e duas famílias de agricultores sem terra assentados em Capão do Leão, na região Sul do Rio Grande do Sul, correm o risco de serem despejadas da área onde vivem há 18 anos.

Oficiais de Justiça notificam, desde o último sábado, os agricultores que têm 30 dias para deixar a área. O prazo conta a partir desta segunda-feira.

A área em que o Assentamento da Palma foi instalado pelo governo federal está hoje envolvida em um imbróglio judicial.

O advogado José Antônio Cattaneo entrou com ação na Justiça, argumentando que a área, que foi cedida à UFPEL (Universidade Federal de Pelotas), teve sua finalidade desviada ao ser destinada para a instalação do assentamento.

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região deu ganho de causa ao advogado e determinou a desocupação do imóvel, onde está o assentamento.

O MST vem realizando reuniões com as famílias da região para debater o assunto. Nesta terça-feira (06), foi realizado um encontro na cidade de Piratini. Mais uma vez a Justiça prejudica as famílias sem terra. Ao invés de cobrar do governo federal a reforma agrária e a assentamento de famílias que ainda vivem acampadas na beira das estradas, a Justiça opta por retirar agricultores que vivem, plantam e criam seus filhos há 18 anos em um assentamento.

Discussão

Nesta quarta-feira, às 10h, acontece uma reunião entre os assentados, Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), UFPEL, Justiça Federal e entidades sindicais para debater a situação do Assentamento da Palma.

Caso nenhum encaminhado efetivo seja tomado, o MST e as famílias assentadas irão se mobilizar na região Sul durante a semana.

  • Rio Grande do Sul
  • Direitos Humanos

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