Cerca de 3 mil trabalhadores Sem Terra de todo o Estado que estavam mobilizados deste o início da semana que marca a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária ocuparam, na manhã de ontem, a Assembléia Legislativa que se encontra em obras, enquanto uma comissão de 20 trabalhadores estava em reunião no Palácio do Governo, com o governador do Estado, Teotônio Vilela, Incra, Banco do Nordeste, IMA e Caixa Econômica Federal para apresentar e discutir a pauta de reivindicações, dentre elas está os 30 mil hectares de terras do extinto Produban (banco do Estado falido pelos empréstimos concedidos aos usineiros que não pagaram) que estão sob posse do Estado e que deviam, segundo a lei, ser destinadas para a Reforma Agrária, mas estão abandonadas ou arrendadas para os mesmos usineiros que causaram a falência do banco.
Os/as Sem Terra ocuparam a Assembléia Legislativa como forma de protestar e mostrar a indignação da sociedade alagoana com os desvios de mais de 300 milhões da Assembléia, recurso público que foi desviado por mais de 15 deputados indiciados também por outros crimes, como formação de quadrilha e pistolagem.
Os/as trabalhadores/as exigem também a redução do duodécimo destinado a Assembléia, para que parte deste recurso seja investido nas áreas sociais, como educação, saúde, habitação e para o avanço da reforma agrária no Estado. Além da cassação do mandato dos deputados envolvidos.
Durante a ocupação foi realizado um ato para lembrar os 19 Sem Terra que foram assassinados em Eldorado dos Carajás, em 1996.
Após a reunião no Palácio, onde os/as trabalhadores/as Sem terra tiveram algumas conquistas com relação às reivindicações, o prédio da Assembléia foi desocupado.