EM DEZEMBRO DE 2009, o MST teve mais uma conquista: formou 26 militantes de dez estados das cinco regiões do Brasil, que agora podem contribuir com o Movimento e com a classe trabalhadora, na qualidade de técnicos (as) em Saúde Ambiental.
O Curso de Especialização Técnica em Saúde Ambiental para as Populações do Campo tem nível de escolaridade pósmédia e nasceu de uma parceria entre o MST e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais especificamente a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.
O curso teve a duração de um ano e meio e foi realizado em quatro etapas, das quais três ocorreram no Centro de Formação Maria Olinda, o Ceforma, no estado do Espírito Santo, e uma etapa na Fiocruz, no estado no Rio de Janeiro. Com o nome de Turma Flor de Mandacaru, os educandos vivenciaram a mística da organização, mesmo que, para muitos, esta tenha sido a primeira experiência mais forte na organicidade e do método pedagógico do MST, mas com o tempo se apropriaram da prática de formação política.
Organizados em cinco Núcleos de Base, realizaram suas tarefas, vivenciaram os tempos educativos (tempo trabalho, tempo leitura, tempo aula, tempo reflexão escrita e outros). Tiveram que superar o cansaço físico e mental, porém cresceram enquanto sujeito coletivo. Hoje estão
MST forma técnicos em saúde ambiental aptos e aptas a contribuir, política e tecnicamente, com a luta da classe trabalhadora, colocando em prática os aprendizados sobre produção saudável, habitação saudável e saneamento ecológico, guiados pelos princípios da agroecologia, da permacultura e do planejamento.