[Skip Header and Navigation] [Jump to Main Content]
Início

  • Início
  • O MST
    • Quem Somos
    • Nossas bandeiras
    • Organização
    • Linhas políticas
    • Notas oficiais
    • Lutadores do povo
    • Poemas e Poesias
    • Jornal Sem Terra
    • Revista Sem Terra
  • Nossa Produção
  • Biblioteca
    • Agricultura camponesa
    • Agronegócio
    • Direitos Humanos
    • Educação, Cultura e Comunicação
    • Lutas e mobilizações
    • Internacional
    • Meio Ambiente
    • Projeto Popular
    • Reforma Agrária
    • Transgênicos
  • Vídeos
  • Especiais
  • Mural
  • Eu apoio o MST
  • Loja da Reforma Agrária
  • Indicamos
  • Fale Conosco
  • Assine o Jornal Sem Terra
  • Expediente
  • RSS
  • Facebook
  • Twitter

Jornal


Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

Início » Jornal Sem Terra » Sem luta, não há vitória

Milícias voltam a atacar acampamentos do MST

Por Solange Engelmann
Setor de Comunicação do MST

GRUPOS DE MILÍCIAS, financiadas por fazendeiros e usineiros, atacam novamente acampamentos do MST, nas regiões Noroeste e Norte do Paraná. Na noite de 21 de abril, cerca de dez homens fortemente armados chegaram atirando contra as pessoas e atearam fogo em cinco barracos, que foram totalmente destruídos, no acampamento Oito de março, fazenda Videira, em Guairaçá, no Noroeste do Paraná. Não houve feridos porque as 70 famílias do MST que vivem no local conseguiram se refugiar num barracão de alvenaria.

Após a ação criminosa, a polícia da região esteve no local e recolheu 12 cápsulas deflagradas de revólveres calibres 38 e 22, mas ninguém foi preso. Segundo relatos dos Sem Terra, quase toda semana os capangas cercam e atiram contra o acampamento. Há fortes indícios de que o grupo de milícia é financiado pela usina de álcool Santa Terezinha e fazendeiros da região. Após a destruição dos barracos, uma Comissão de deputados e o OuvidorAgrário do Paraná, Vinícius Oliveira, visitaram o acampamento para verificar a situação das famílias.

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), membro da Frente Parlamentar da Terra no Congresso Nacional, afirmou que o cenário é típico de um atentado terrorista. “Vamos cobrar das autoridades policiais e do Ministério Público uma investigação mais profunda para que os responsáveis e mandantes sejam identificados e punidos”, garantiu Dr. Rosinha. Nos últimos dois anos, a Ouvidoria do Incra registrou pelo menos 12 ataques de pistoleiros contra os Sem Terra no local.

As famílias acampadas denunciaram que as ações criminosas dos pistoleiros já deixaram três pessoas feridas, em março de 2007. Mataram cavalos e porcos dentro do acampamento, além de terem cortado fios de luz, derrubando um poste e deixando as famílias sem energia elétrica. Os pistoleiros também fizeram disparos de tiros contra a secretaria do MST, em Terra Rica, e agrediram fisicamente um trabalhador acampado. Fazenda Guairaçá Com mais de 1,2 mil hectares, a fazenda Videira foi ocupada por 500 famílias do MST em março de 2007.

Antes, em dezembro de 2006, a área foi desapropriada por decreto presidencial para fins de Reforma Agrária, por ser considerada improdutiva. Na tentativa de fraudar o decreto de desapropriação, a fazenda foi fracionada em quatro partes. Como os herdeiros contestam a desapropriação na Justiça, o processo administrativo encontra- se parado no Incra. Ligada ao grupo Usaçúcar e pertencente à família Meneguetti, a usina de álcool Santa Terezinha arrendava a área, de propriedade da empresária Laci Dagmar Zoller Ribeiro e filhos. Uma ação policial de busca e apreensão localizou, em setembro de 2008, uma grande quantidade de munições, cartuchos e uma pistola calibre 9 milímetros no apartamento do filho da proprietária, em Curitiba.

Violência em Porecatu
A mesma pratica de violência é registrada no acampamento do MST, batizado de Herdeiros da Luta de Porecatu, na fazenda Variante, em Porecatu, no Norte do Paraná. para apurar as denúncias feitas pelos Sem Terra, no dia 30 de abril, o deputado estadual do PT, Tadeu Veneri e o Ouvidor
Agrário do Paraná, Vinícius Oliveira, visitaram o acampamento e se reuniram com representantes locais do Ministério Público, Poder Judiciário e delegado da Polícia Civil, para cobrar proteção às
famílias acampadas e investigações sobre a formação de uma milícia, armada pelo grupo Atalla, na região.

Segundo os trabalhadores, homens armados estão ateando fogo na cana-de-açúcar da fazenda e, posteriormente, registrando notícia crime na delegacia de Porecatu como se o incêndio fosse provocado pelos acampados. O mesmo grupo também incendiou uma parte da reserva da fazenda. Há indícios que o delegado da cidade esteve nas proximidades do acampamento, com seguranças do grupo Atalla e atirou contra um grupo de trabalhadores. Durante o registro de Boletim de Ocorrência (BO) da agressão, na delegacia, o delegado tentou incriminar os Sem Terra pela agressão da qual foram vítimas. Em outra tentativa para registrar BO, um trabalhador foi
mantido dentro da delegacia por mais de cinco horas, submetido a um longo interrogatório ilegal, impedido de beber água e ir ao banheiro.

A fazenda Variante foi ocupada por cerca de 2 mil Sem Terra do MST, em novembro do ano passado. Em agosto do mesmo ano, durante uma vistoria do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, foram encontrados 17 trabalhadores em situação análoga ao trabalho escravo. A área de 1.362 hectares, pertencente ao grupo Atalla, estava sendo utilizada para o plantio de cana-de-açúcar que abastece a Usina Central de Porecatu, produtora de açúcar e álcool, de propriedade do mesmo grupo. A fazenda foi vistoriada pelo Incra e considerada improdutiva. Durante vistoria na área, foram encontrados 228 funcionários da empresa em situação degradante. Também foram identificados casos de exaustão física causada pela jornada excessiva.

Providências
A CPT, a organização de direitos humanos Terra de Direitos e o MST exigem agilidade na investigação dos focos de ações de milícias armadas no Paraná e uma resposta contundente à sociedade e aos trabalhadores Sem Terra, que há vários anos são atacados por estes bandos armados. Há alguns anos a formação desses grupos vem desafiando as autoridades do estado.
São bandos que agem com armamentos pesados, ameaçam, realizam despejos violentos e assassinatos, sendo financiados e comandados pelos latifundiários, empresas e empresários rurais.

‹ Menos recursos para a Reforma Agrária acima Nós não vamos pagar nada ›
  • Estados
  • Versão para impressão

Bookmark and Share

Amigos do MST

                      

Parceiros

[Jump to Top] [Jump to Main Content]