Foi o poeta Bertold Brecht quem atentou ao fato: Do rio que tudo arrasta se diz que é violento/ mas ninguém diz violentas as/ margens que o comprimem. Os versos claros caem como luva para a situação vivida hoje por aqueles que não se omitem frente às injustiças e desigualdades. Num
contexto em que se acirra a fome dos grandes capitalistas e, conseqüentemente, a exploração dos trabalhadores e a miséria, é fácil e necessário para quem tem o poder apontar culpados: o MST é o vilão da vez. É nesta conjuntura que são realizadas as marchas estaduais deste ano. Em entrevista ao Jornal Sem Terra, Ulisses Manaças, integrante da coordenação nacional do MST, reforça a importância dessa mobilização e explica que nunca antes na história Movimento as marchas foram tão importantes. A seguir, confira a entrevista.