[Skip Header and Navigation] [Jump to Main Content]
Início

  • Início
  • O MST
    • Quem Somos
    • Nossas bandeiras
    • Organização
    • Linhas políticas
    • Notas oficiais
    • Lutadores do povo
    • Poemas e Poesias
    • Letra Viva
    • Jornal Sem Terra
    • Revista Sem Terra
  • Nossa Produção
  • Biblioteca
    • Agricultura camponesa
    • Agronegócio
    • Direitos Humanos
    • Educação, Cultura e Comunicação
    • Lutas e mobilizações
    • Internacional
    • Meio Ambiente
    • Projeto Popular
    • Reforma Agrária
    • Transgênicos
  • Vídeos
  • Especiais
  • Mural
  • Eu apoio o MST
  • Loja da Reforma Agrária
  • Indicamos
  • Fale Conosco
  • Assine o Jornal Sem Terra
  • Expediente
  • RSS
  • Facebook
  • Twitter

Informativo Letra Viva

Cadastre-se para receber o boletim

Veta tudo Dilma: em defesa do Código Florestal

MST - lutas e conquistas

Via Campesina - plataforma para agricultura

videoteca

vozes silenciadas

Jornal


Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

Início » Jornal Sem Terra » Mais do que nunca, lutas são necessárias

Recursos para os bancos, fome para nós

Em pleno século XXI, quase um sexto da população do nosso planeta passa fome. Em apenas dois anos - 2006 e 2007 - a população faminta aumentou em 75 milhões. No início da década de 90, este número era de 842 milhões; saltou para 923 milhões em 2007. As duas décadas de globalização neoliberal, apresentada como a ‘maravilha do capitalismo’, resultaram no crescimento de pessoas vivendo nestas situações.

Na América Latina e Caribe - onde as políticas neoliberais têm sido implementadas cada vez com mais força - em 2005, havia 45 milhões de pessoas famintas e em 2007 esse número aumentou para 51 milhões. Ou seja, além da gravidade dos números - quase um bilhão dos habitantes da terra passa fome - a situação é ainda mais preocupante porque é um processo crescente. O desenvolvimento da lógica capitalista tem provocado mais empobrecimento e mais fome.

Os governos, na Cúpula Mundial de Alimentação, estabeleceram como meta reduzir pela metade a população subnutrida até 2015. Milhões estão com fome e os governos dizem, “esperem até 2015 que iremos resolver o problema”. Para a outra metade, alegam, faltam recursos financeiros. A FAO, organismo das Nações Unidas, estima que são necessários 30 bilhões de dólares anuais para garantir o direito a uma alimentação adequada aos 923 milhões que passam fome. Somente numa semana de crise financeira, o governo estadunidense disponibilizou 700 bilhões de dólares aos bancos. Os países ricos já injetaram mais de três trilhões de dólares para que os bancos e empresas privadas “agüentem” esta crise. Além de bancos e empresas privadas, o agronegócio também se beneficia com verbas públicas: em apenas duas semanas o Banco do Brasil já liberou cerca de R$ 10 bilhões ao setor.

Falta dinheiro para acabar com a fome. Não faltam recursos para manter o padrão de vida abastada dos ricos. Há alimentos. Falta decisão política para tirar a população do estado de miséria. Não faltam governos que, vaidosos com os aplausos dos ricos, não hesitam em implementar políticas que favorecem as multinacionais, destinam as melhores terras para os produtos do mercado internacional e favorecem a especulação financeira.

Não há falta de alimentos. A produção de alimentos, anualmente, é suficiente para alimentar duas vezes o número de habitantes da terra. Assim, a existência da fome não é resultante de um problema técnico de disponibilidade de alimentos. É um problema político que faz com que 923 milhões de pessoas não tenham acesso aos alimentos produzidos. A causa principal é que os grandes grupos multinacionais estão controlando cada vez mais os alimentos - da produção à comercialização. A fome é rentável para essas empresas. Pode-se especular, ao controlar os estoques de alimentos, em nível planetário.

Diante da gravidade da situação, a Via Campesina e a Assembléia Popular promoveram, em 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, uma jornada de lutas para responsabilizar as empresas transnacionais e o agronegócio pela elevação dos preços dos alimentos e pela existência da fome em nosso planeta. Ocorreram mobilizações em 12 estados brasileiros.

Para as organizações camponesas, agrupadas na Via Campesina Brasil, é necessário, além de uma política emergencial para acabar com a fome, atacar o problema da concentração fundiária e do atual modelo agrícola do agronegócio. A Reforma Agrária e o apoio à agricultura familiar, ambas associadas com a agroindústria sob o controle dos camponeses, é uma necessidade cada vez mais urgente e determinante. Somente a pequena e a média propriedade rural podem promover a fixação da população rural no campo, produzir alimentos saudáveis e de qualidade e garantir a preservação ambiental. A grande propriedade, alicerce do agronegócio, está intimamente ligada à monocultura em grande extensões, ao uso intensivo de agrotóxicos e, consequentemente, à depredação ambiental.

Aos governos, cabe a decisão política de enfrentar corajosamente o atual modelo agrícola - que ajudaram a implantar e o sustentam com subsídios e os sucessivos ‘perdões’ das dívidas dos latifundiários. Os governos precisam enfrentar o problema da produção, comercialização e distribuição dos alimentos controlados pelas multinacionais e sob os interesses das bolsas de valores. E, ainda, é necessário implementar uma política econômica que vá além do assistencialismo, promovendo uma verdadeira distribuição de renda e riqueza.

Cabe à sociedade decidir qual é o papel do meio rural para as gerações futuras. O campo, local de produção de alimentos, com suas extensas dimensões territoriais, biodiversidade, riquezas naturais não pode ficar sob o controle de empresas e grupos econômicos interessados unicamente em obter lucros. A qualidade de vida em nosso planeta passa pela necessidade de aplicar outras políticas, sociais e econômicas, para o meio rural. Essa é atual luta da Reforma Agrária e do incentivo à agricultura familiar.

‹ Quem paga a conta da crise financeira somos nós acima Resistência ao neoliberalismo na Europa ›
  • Editorial
  • Versão para impressão

Amigos do MST

                      

Parceiros

[Jump to Top] [Jump to Main Content]