Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, foi condenado a 30 anos de reclusão pela acusação de mandar matar a missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. O julgamento do quarto acusado de participar do assassinato da religiosa estadunidense terminou em 15 de maio, em Belém (PA).
A Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) emitiu nota oficial para comemorar a decisão. A presidente da entidade, Ângela Sales, que comunicou a decisão ao presidente nacional Cezar Britto, disse que ficou satisfeita com a condenação porque "o histórico dos julgamentos em relação à mandantes desse tipo de crime no Pará sempre foi muito frustrante para as lideranças dos direitos sociais e sociedade civil em geral".
Até agora, Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista foram condenados como executores a 27 e 17 anos de reclusão respectivamente. Amair Feijoli da Cunha foi condenado a 27 anos de reclusão, como intermediador do assassinato, acusado de contratar os pistoleiros. Regivaldo Pereira Galvão, fazendeiro conhecido como Taradão, também acusado de mandante, aguarda julgamento de recursos para definição de júri popular."A
sentença é uma grande vitória. Todos estão contentes com a decisão", afirmou o advogado assistente da defesa, Aton Fon Filho. Entretanto, como a pena é maior que 20 anos, haverá um novo julgamento, no qual o réu pode, inclusive, ser considerado inocente.
A decisão foi comemorada por centenas de agricultores e representantes dos mais variados movimentos sociais que acompanhavam em vigília o julgamento. De acordo com o Comitê Dorothy, que organizou a vigília, mais de mil pessoas celebraram com orações e palavras de ordem, a decisão judicial.