[Skip Header and Navigation] [Jump to Main Content]
Início

  • Início
  • O MST
    • Quem Somos
    • Nossas bandeiras
    • Organização
    • Linhas políticas
    • Notas oficiais
    • Lutadores do povo
    • Poemas e Poesias
    • Letra Viva
    • Jornal Sem Terra
    • Revista Sem Terra
  • Nossa Produção
  • Biblioteca
    • Agricultura camponesa
    • Agronegócio
    • Direitos Humanos
    • Educação, Cultura e Comunicação
    • Lutas e mobilizações
    • Internacional
    • Meio Ambiente
    • Projeto Popular
    • Reforma Agrária
    • Transgênicos
  • Vídeos
  • Especiais
  • Mural
  • Eu apoio o MST
  • Loja da Reforma Agrária
  • Indicamos
  • Fale Conosco
  • Assine o Jornal Sem Terra
  • Expediente
  • RSS
  • Facebook
  • Twitter

Informativo Letra Viva

Cadastre-se para receber o boletim

Veta tudo Dilma: em defesa do Código Florestal

MST - lutas e conquistas

Via Campesina - plataforma para agricultura

videoteca

vozes silenciadas

Jornal


Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta de classes

Início » Jornal Sem Terra » Em toda a América Latina povos se mobilizam por mudanças

Construir um novo futuro

Com o fim de ano se aproximando, a hora é de avaliação, análise e reflexão do processo que enfrentamos no último período para termos clareza dos desafios políticos e perspectivas para o futuro. Mas antes é necessário fazer uma retrospectiva conjuntural e estrutural da história, da política, dos aspectos sociais, culturais, ideológicos e econômicos que nos levou para a situação que estamos vivendo hoje. É importante identificar os erros e acertos para aprendermos cada vez mais com a luta que estamos empreendendo no Brasil.

Sabemos que impera a hegemonia do capital financeiro e internacional. Em contrapartida a esquerda, de uma maneira geral, vive uma crise política e ideológica, o que provoca também um refluxo dos movimentos de massa.

Do ponto de vista governamental, o primeiro mandato do presidente Lula não teve força e coragem para enfrentar o avanço do neoliberalismo, preferindo adotar uma política de composição de classes entre o centro, a direita e a esquerda. Mesmo assim, enfrentou uma grave crise política, desencadeada com o auxílio da mídia burguesa, a partir de maio de 2005.

Entretanto, Lula se reelegeu com uma votação expressiva. Isso aconteceu por vários fatores que merecem ser analisados. Citamos alguns exemplos: a conjuntura política internacional serviu aos interesses das transnacionais, mantendo a taxa de câmbio fixa, trazendo investimentos e dólares. Aliado à isso, a burguesia assimilou o PT e o governo, que preferiu a tática da composição e não o enfrentamento direto, como acontece na Venezuela e Bolívia. Por isso, algumas empresas transnacionais, como Bunge, Votorantin e bancos como Itaú e Unibanco investiram milhões de dólares na campanha petista. Outro fator importante foram as políticas assistencialistas, como o Bolsa Família e o ProUni, que criaram uma base social para Lula.

Resultado eleitoral

Mas não tivemos eleições apenas para a presidência. É necessário levar em consideração o resultado no Congresso e nos estados. Parte da oligarquia rural representada por ACM, José Sarney e Almir Gabriel foi derrotada. Em contrapartida, a burguesia agrária e o agronegócio ganhou espaço em SP, MT, RS, GO, MS. No Congresso, a elite brasileira, atrelada ao capital internacional, formou uma bancada poderosa.

A esquerda social não foi derrotada, mas também não avançou. Já a esquerda radical, representada por PSTU e PSOL se desgastou, pois não conseguiu expressar suas idéias na sociedade. Outro ponto é que nenhuma alternativa real ao neoliberalismo surgiu no debate eleitoral, fosse ela de cunho nacionalista ou popular.

Feita a análise deste cenário, precisamos pensar as estratégias que a classe dominante irá usar para, mais uma vez, garantir seus interesses e enfraquecer a mobilização do povo. Algumas destas medidas será pressionar o governo através da mídia a compor um ministério a seu gosto; manter a política do superávit primário e defender a continuidade da política econômica; pautar as reformas trabalhista e tributária de forma a diminuir custos de mão-de-obra e aumentar seus lucros; diminuir os gastos públicos sociais; e preparar a sucessão de 2010.

Correlação de forças

Para nós do MST e demais movimentos e organizações sociais o momento é de mobilização, organização do povo, estudo e de muita luta. Não devemos ficar assistindo passivamente às ações do governo. Estimular todas as formas de lutas sociais e construir mobilizações unitárias, são algumas das tarefas. Na Assembléia Popular realizada em novembro, em Brasília, tiramos algumas bandeiras comuns, como a luta contra as transnacionais, a reestatização da Vale do Rio Doce, a luta pela redução da energia elétrica, educação pública e Reforma Agrária.

Por falar em Reforma Agrária, durante o debate eleitoral nada se propôs com relação à democratização das áreas rurais, nem do lado petista, muito menos do lado tucano. Como se ela não fosse fundamental para o desenvolvimento do país. Com relação ao compromisso de revisão dos índices de produtividade, também nenhuma ação por parte do governo foi realizada.

O segundo mandato de Lula vai depender da conjugação da luta de classes que se estabelecer e da pressão social. É por isso que nós, representantes da classe trabalhadora do campo e da cidade devemos nos mobilizar e nos unir em torno de estratégias comuns para pressionar o governo a adotar políticas que de fato possam mudar a vida do povo, desenvolver a soberania e construir um Projeto Popular para o Brasil.

É importante debatermos todos estes assuntos nos nossos encontros estaduais que acontecem em dezembro e em janeiro para que possamos ter clareza e planejamento das nossas ações para 2007, ano em que iremos realizar o nosso V Congresso Nacional.

Direção Nacional do MST

‹ As possibilidades de uma universidade pública no Brasil acima Em toda a América Latina povos se mobilizam por mudanças ›
  • Editorial
  • Versão para impressão

Amigos do MST

                      

Parceiros

[Jump to Top] [Jump to Main Content]